29/08 – Dia do Gamer

Comemorado no dia 29 de agosto, o Dia do Gamer foi criado 13 anos atrás por um grupo de revistas especializadas em vídeo games, com o objetivo de conscientizar sobre os benefícios dos jogos eletrônicos, sua importância para a cultura e também para parabenizar a todos os aficionados por jogos eletrônicos.

E eu me incluo nesse grande nicho que cresce vertiginosamente. Nos últimos anos, o segmento gamer foi um dos que mais cresceu em quase todos os cantos do planeta e hoje é uma indústria que movimenta valores na casa dos bilhões de dólares. No meu caso, essa paixão é bem mais antiga.

Meu primeiro contato com um vídeo game foi em 1984. Estava para completar 12 anos de idade e joguei pela primeira vez – numa tv Telefunken, preto e branco – River Raid, num Atari 2600. Era uma coisa do outro mundo!

Nessa época a molecada se reunia em casa – o pobre do meu velho ia trabalhar e a bagunça se instaurava – e jogávamos a manhã inteira. Os perrengues com a famigerada caixinha moduladora, soprar a “fita” – nome comum dado aos cartuchos de jogo – para que voltasse a funcionar, brigas por conta da fila, etc, eram certezas em toda jogatina.

A medida com que eu crescia, a tecnologia avançava. Novas plataformas e jogos iam surgindo. Já tinha jogado no MSX, no NES e outros consoles da época, mas foi só por volta de 1989 que comecei a frequentar os fliperamas. Era o inicio do vicio em Street Fighter I, Double Dragon, Ghost ‘n Goblins, Ninja Gaiden… Frequentava quase todos os “flippers” do centro de São Paulo, abarrotados de moleques, em sua maioria office boys como eu, que derrotavam inimigos e “matavam” preciosas horas de trabalho.

Essa nostalgia que sinto pelos antigos fliperamas tem tudo a ver com o fato de eu ter me apaixonado pelo anime High Score Girl, que trata exatamente dessa época magica.

Lotados e escuros, assim eram os “flippers”

Não demorou muito para que eu adquirisse um Master System e me encantasse com Castle Of Illusion, Sonic, Alex Kidd e Psycho Fox. Jogava por horas a fio, virando noites aos finais de semana. Logo vieram o Mega Drive, com o na época incrível Mortal Kombat, Super Mônaco GP e, em 1993, um tal de FIFA International Soccer, que se tornou franquia e, até hoje, o meu maior vicio!

Tive muitos video games depois: PlayStation 1, 2 e 3, Mega CD, Saturn, Nintendo 64, Neo Geo, 3DO, Dreamcast (Shemmue eterno!), Xbox 360 e hoje jogo num Xbox One S. Estou ainda na dúvida quanto ao próximo: Series S, X ou PS5?

Essa minha história de amor com os games já tem 38 anos e vai continuar por muito tempo. Por conta dos games, me interessei em aprender outro idioma, me aguçou o gosto pela informática, narrativa, enfim, só me trouxe coisas boas.

Hoje o que jogo mais é o FIFA 21. Como disse antes, sou adicto desde 1993, mas me aventuro por todo tipo de jogo. Quem quiser um X1, basta me adicionar no XBOX One: fabianocmb. E feliz dia do gamer a todos!

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Fabiano Souza

CAPITÃO no meio campo, escreve textos e destrói falsos deuses antes do café da manhã