Um ano de Hickman à frente dos mutantes – Qual o balanço até agora?

Olá, amigos da Popsfera! Depois de um ano da primeira edição de X-Men (após a mini HOX/POX, que você pode conferir minha opinião AQUI) venho mais uma vez para xingar falar sobre esses primeiros 365 dias de Jonathan Hickman como “Head of X” (ou pelo menos o que lembro, já que – SPOILER – não gostei).

Como disse, a franquia sofreu um “soft reboot” e as primeiras edições mostram o status quo mutante, sendo chamada lá fora de “Dawn of X” (Alvorecer do X, em tradução livre). Todas as séries são interligadas (a maioria são apenas citações sobre acontecimentos de outras edições) e mostra que, basicamente, a sociedade mutante hoje é uma verdadeira utopia. Se Raul Seixas estivesse compondo Sociedade Alternativa hoje, certamente o fandom de Jonathan Hickman diriam que o Maluco Beleza foi influenciado pelo escritor.

As revistas escritas por Hickman neste primeiro ano não engrenam. Como disse um amigo, mensal você precisa prender o leitor para que ele queira ler a próxima edição, o que não acontece nenhuma vez. Nada te prende na revista-base da franquia – diferentemente de Marauders e, por um tempo, X-Force. Gerry Duggan consegue muito bem uma revista leve, gostosa e que você espera ansiosamente a próxima edição, diferentemente de Benjamin Percy, que não segura o rojão por muito tempo em X-Force. Citação honrosa para Ed Brisson, que faz uma história competentíssima em Novos Mutantes.

A descaracterização de personagens também é um ponto negativo. Kid Cable e Rachel chamando Scott Summers de papai e saindo para um passeio na praça é algo que beira o absurdo. Kitty Pride (sim, porque Kate é o c@#$%¨&*) porra louca e beberrona é chamar o leitor de burro. Jean Grey retrocedeu à seus tempos de Garota Marvel, e todos obedecem cegamente a Xavier e Magneto sem questionamentos. Até mesmo a mini de Chip Zdarsky, sobre o relacionamento entre o Quarteto Fantástico e os X-Men é muito boa, mas não teve sequência devido ao final forte.

Também não podemos esquecer que a segurança de Krakoa foi tão bem pensada que, na primeira edição de X-Force, já invadem e metem um balaço na cabeça de Xavier. Fora outras invasões que seguiram acontecendo durante a história. Aliás, os vilões são outro ponto fraco: não há carisma. Você não consegue sentir nem raiva. As vovozinhas é de uma má vontade sem tamanho. Isso sem citar as mortes apenas como tentativa de choque, como ser fatiado ao meio quando atravessa um portal.

Enfim, foi um primeiro ano muito fraco, histórias bem esquecíveis e que não dão andamento a nada sobre o que foi mostrado em HOX/POX. Aliás, há apenas uma edição que lembra algo: a edição 06 de X-Men, centrada na história de Mística com Sina. Mas também já foi deixada de lado por enquanto. Agora começou o grande arco de Hickman chamado de “X of Swords” (sem tradução oficial no Brasil – então chamo de XisDiSpada), um arco de – PASMEM – VINTE E DUAS edições. Veremos se o arquiteto HAHAHHAHAAHAHAH Hickman juntará todas as edições em algo empolgante.

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Matheus Porks

Matheus Porks, cavaleiro da constelação da nostalgia, sonhando em morar nos anos 80/90 ou apenas ganhar na Mega Sena.