Son of Kal-El caminha para o ostracismo!

A coluna “Gibi lá fora” irá comentar sobre o lançamento desta semana da DC Comics, a aguardada edição de Superman: Son of Kal-El #05. Leia mais logo abaixo.

Amigos o tempo está escasso e a coluna andava parada e fiquei preocupado na pilha de leitura então dei prioridades para o lançamento desta semana. Me surpreendi que tinha um gibi novo de Son of Kal-El, e como é ele que estou escrevendo com afinco foi a escolha para esta coluna.

Capa de Son of Kal-El #05
Capa de Son of Kal-El #05

E não poderia me arrepender mais amargamente da minha escolha.

Por que?

Como os ávidos leitores decenautas que podem me acompanhar eu já via uma enorme má vontade do Tom Taylor em desenvolver uma boa história com o filho do Superman. Óbvio que há alguns pontos positivos, mas muito poucos se levarmos em consideração que são 5 edições já lançadas.

5 edições onde nada acontece, feijoada!

No gibi desta semana Taylor continua de onde a última parou, Jon recebe um ataque de Henry Bendrix, que utiliza um meta que tem poderes ligados a energia solar. O objetivo do presidente “ditador de plantão” é forçar o novo Superman ao limite onde ele possa se sentir incapaz de ajudar as pessoas.

Plano alá Cebolinha, né? Arrisco até mesmo em afirmar que os planos do filho do senhor Cebola são mais engendrados e inteligentes do que este que se autointitula uma das maiores mentes do mundo, mas vamos prosseguir.

Nosso herói ao apurar as reais intenções malignas do super vilão, não titubeia e corre para ajudar o maior número de pessoas e tentar gastar o máximo de energia de seu sistema. Genial não é mesmo?

Toda a ajuda é bem-vinda não é mesmo?
Toda a ajuda é bem-vinda não é mesmo?

Com isso ele corre o globo inteiro e é filmado por todos ao seu redor. E em algum momento os poderes falham e ele quebra o braço de um inocente, que ele inclusive estava salvando de atropelamento.

Jon começa a se descontrolar por causa dos efeitos do seu corpo ainda estar sobrecarregado e entra em desespero.

Este evento em particular foi o estopim para que Jay Nakamura, o novo melhor amigo de Jon interfira. Mandando Aéreo (Esquadrão Suicida) encontrar com o novo Superman e pedindo para que este o encontre.

Em conversas com Jon, Jay tenta fazer com que o herói tente descansar para que ele possa se recuperar e usa boas medidas paliativas, como o fone de ouvido que isola Jon de ouvir os intensos pedidos de socorro.

"Calma aé que com uma soneca eu já estou novo"
“Calma aé que com uma soneca eu já estou novo”

Jon dorme por algumas horas, bebe uma água, beija Jay e sai correndo para impedir um assalto.

E pronto, é exatamente isso o gibi todo.

Superman surfando na onda marketeira da DC

O que mais me deixa intrigado que o Taylor já conseguiu desenvolver melhores tramas em menos tempos, mas aqui em Son of Kal-El o autor parece perdido e preferindo surfar na onda do “Superman bi”, como está sendo apelidado pela mídia.

A polêmica está fazendo vender gibi ruim né?
A polêmica está fazendo vender gibi ruim né?

O gibi não tem solidez nenhuma. Não há um desenvolvimento plausível dos personagens e apesar de algumas nuances interessantes na personalidade de Jon, que foram evidenciadas na última matéria que você pode ler aqui, não há nada realmente significativo no gibi.

Chega ser ofensivo o Henry Bendrix orquestrar planos débeis e sem inteligência. Jay Nakamura é o personagem novo que sabe tudo de todos e aparentemente exerce algum poder e influência em certos personagens, mas não tem carisma e muito menos uma história que faça com que nos importemos.

As tramas sociais que apesar de terem muito apelo na mídia, são rasas e mostram as deficiências de Taylor com enredos digamos mais sérios e contemplativos.

Tudo isso denota para mim que a escolha de Taylor pela DC Comics, tenha sido em cima da hora e o autor não conheça ou não tenha estudado o personagem para trabalhar uma boa trama.

Gibi vazio e sem importância

Primeiro Taylor tentou forçar o legado até a medula espinhal do Jon.

Depois exagerou no tom do personagem ao maximizar as características humanas em detrimento de sua herança alienígena. Forçando o novo Superman a dar discursos vazios com atitudes que não tem importância de verdade num mundo como o de hoje.

E com a despedida do seu pai, parece que o título perdeu todos os rumos possíveis.

Inacreditável. Esperava muito mais de Tom Taylor no gibi.

Uma bela arte na edição

Ao menos pudemos presenciar o retorno de belos desenhos com a volta de John Timms ao título.

Após os terríveis desenhos da última edição, ver a bela arte de Timms foi um colírio para estes olhos já cansados.

Conclusão!

Admito que talvez eu tenha colocado muitas expectativas em Superman: Son of Kal-El. Foram vários os motivos e dentre eles a equipe criativa foi um dos pilares.

Esperava mais do superestimado Tom Taylor
Esperava mais do superestimado Tom Taylor

E por esse motivo as minhas criticas ao gibi são mais ácidas, ferozes do que num gibi como Robin do Williamson, que eu particularmente não esperava nada e fui surpreendido.

Esperava uma solidez e desenvolvimento de trama que ainda não vieram.

E se levarmos em consideração que o mesmo roteirista está escrevendo Asa Noturna, que com muito menos edições fez muito mais, é de surpreender que Taylor não consiga desenvolver nada no gibi solo do Jon.

Uma das melhores habilidades de Taylor são os diálogos espertos e afiados e não vemos isso em Son of Kal-El.

Caceta, é um gibi do Superman, não tem como errar. Teoricamente né?

Talvez por isso o gibi se destaque na mídia apenas com as polêmicas que estão sendo geradas, o que eu acho uma tremenda de uma superficialidade, mas que está inclusive eclipsando o ótimo Superman desenvolvido pelo Philip Kennedy Johnson

Fica a torcida para que o gibi melhore de alguma forma. Porque Son of Kal-El e nada para mim é a mesma coisa hoje em dia.

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Puyol Miranda

Uma simples testemunha da humanidade, que presencia todos os dias as grandes maravilhas de Deus. Além de presenciar o mais lindo momento de uma etapa de crescimento, me tornar pai. Sou analista de ti, leitor de quadrinhos, decenauta convicto e amante da tecnologia.