Nova Ordem Espacial – Sci-fi Bom e Divertido na Netflix!

Você, popnauta que curte um sci-fi: quer ver um filme bem feito, divertido, que bebe na fonte de filmes como Star Wars, Jornada nas Estrelas, Tron, Armageddon, Guardiões da Galáxia e outros clássicos? Se a resposta é SIM (óbvio), você não pode deixar de assistir a Nova Ordem Espacial, que teve estreia na Netflix no dia 5 de fevereiro.

No espaço não tem subir ou descer…

Claro que tudo isso seria normal encontrarmos em produções americanas e é aqui que começam as surpresas: a produção é sul-coreana! Sim, da mesma forma com que a Coréia começou a produzir filmes de terror há alguns anos, agora começa a se aventurar na ficção – e essa parceria com a Netflix nos dá bons sinais.

O filme tem a maior parte de seus diálogos em coreano, porém, condizendo com o roteiro, mistura diversos outros idiomas no decorrer da trama: o planeta Terra está prestes a morrer por conta do término dos recursos naturais explorados até a última gota pelo homem. Neste cenário, um ultra-bilhonário construiu instalações no espaço para abrigar a raça humana, ou melhor, os ricos e escolhidos a dedo. Porém, outras pessoas não selecionadas convivem no espaço sideral: são caçadores de recompensas, forasteiros, piratas e outras categorias marginalizadas. Neste grupo estão a capitã Jang (Kim Tae-ri), o autômato Bubs (Hyang-gi Kim) e os escavadores Tiger Park (Seon-kyu Jin) e Tae-ho (Song Joong-Ki), que, por sua vez, só entrou nessa vida porque busca o corpo de sua filha. Um evento inesperado fará com que esses “rejeitados” se vejam numa aventura que pode salvar o planeta.

Nova Ordem Espacial (Seungriho, no original) não é o Cidadão Kane. Não é nem de perto uma obra prima, mas mantém um ritmo frenético do início ao fim, com cenas de ação muito boas, uma história envolvente e cativante com direito a crítica social – mostrando a disparidade entre as classes sociais, mesmo num mundo onde não existem mais países – e até questões sobre identidade de gênero – muito bem exploradas, por sinal. Isso tudo foi aliado a uma produção de muita qualidade, com um orçamento bem modesto, cerca de US$21 milhões.

Nossos “heróis”

Há, claro, algumas falhas, principalmente de continuidade e alguns pontos da história que ficam na obscuridade – a “natureza” do vilão, por exemplo – nos dando a impressão do longa ser uma espécie de piloto para uma série ou franquia. Nada disso impede que o filme seja divertidíssimo, mesclando momentos tocantes, cenas vertiginosas de ação e humor na medida certa. O diretor e roteirista Sung-hee Jo permeia as 2h e 16min da produção com todo tipo de referência pop. É uma delícia reconhecê-las enquanto assistimos.

E você, popnauta, já assistiu? Comente aqui o que achou desse pipocão honesto!

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Fabiano Souza

CAPITÃO no meio campo, escreve textos e destrói falsos deuses antes do café da manhã