ASSISTIMOS A 1ª TEMPORADA DA SERIE KRYPTON - POPSFERA

ASSISTIMOS A 1ª TEMPORADA DA SERIE KRYPTON

Meus amigos, nunca dei atenção a esta série, mesmo que muitos amigos a elogiassem absurdamente. Um dos motivos é que apesar de gostar muito de como Krypton foi mostrada em Superman – Homem de Aço, não tinha esperança que saísse algo bom, vindo do canal mais trash dos últimos tempos. Sim, me refiro ao SCIFI.

Apesar de gostar de algumas séries e filmes de terror do canal, sei que o conteúdo é geralmente trash de baixa qualidade, com exceção a Z Nation. Esta era uma série diferenciada, apesar de ser barata e com efeitos especiais de quinta categoria, podíamos contar com uma ótima história, um elenco carismático e um roteiro ágil e que não deixava perder a mão.

Mas esse não é um review de Z Nation e sim de Krypton. Apenas quis contextualizar os amigos, da qualidade bem duvidosa do canal. Pois bem, o escritor de Homem de aço, David Goyer, viu muito potencial a ser explorado em Krypton depois de escrever aquelas cenas iniciais com Russel Crowe como Jor-El totalmente porradeiro.

Também não tem nem como não se empolgar, nenhum filme adaptou com tanta riqueza de detalhes a cultura kryptoniana nas telonas. Palmas para Zack Snyder que conseguiu surpreender com uma baita inovação.

Com base nessas cenas, David Goyer buscou algum canal para poder expor todas as suas ideias para produzir uma série sobre o planeta Krypton antes de ele ser destruído.

Eis que o canal que topou a ideia foi o SCIFI. E eles estavam certos e de parabéns.

Como disse no começo, apesar dos elogios não dava atenção para a série, mas como decenauta carente de uma boa série, me rendi e dei uma chance ao show. E olha, me surpreendi desde o primeiro episódio.

O roteiro simplesmente nos bombardeia com tudo que há de melhor no universo DC: viagem no tempo, espaço, a casa dos El. Sem contar com a alta qualidade dos cenários e efeitos especiais. Tudo muito bem feito e com grande qualidade.

A história foca em 2 personagens principais: Adam Strange e Seg-El.

O primeiro é um viajante do tempo atrapalhado mais de bom coração. Adam volta no tempo para tentar salvar o Superman de um poderoso vilão que tem o objetivo de o apagar da linha temporal.

E o segundo é Seg-El, o avô do Superman. Jovem impetuoso e revoltado com as lideranças de sua cidade Kandor.

A cidade de Kandor

Kandor foi a escolha obvia para focar o roteiro. Alguns devem lembrar da cidade. Tema já explorada imensamente em histórias em quadrinhos (a famigerada cidade engarrafada por Brainiac), animações do Superman e até mesmo na série Smallville com Tom Welling.

A execução do bom velhinho, fato que marcou Seg-El

Pois bem, o primeiro episódio começa com a execução de Val-El, avô de Seg, por expor para a comunidade kryptoniana a existência de vida alienígena. E isso batia contra a liderança religiosa do planeta. As consequências dos atos de Val são a destituição da família El e o banimento dos restantes do clã para um distrito sem classificação, como verdadeiros ninguém.

A voz de RAO. A religião que domina uma sociedade evoluída cientificamente

Talvez uma das minhas maiores resistências na série seja a representação política de Krypton. Uma espécie de teocracia mesclada com política. Onde uma figura de nome A Voz de Rao, espécie de Papa da religião raoísmo (religião que tem como base de adoração ao deus Rao), comande tudo com grande poder e aval do judiciário. Não há lógica alguma, principalmente vindo de uma sociedade evoluída tecnologicamente como os kryptonianos. O fato de todos os clãs aceitarem ser subservientes o poder de um “profeta” de Rao causa muita estranheza.

Krypton tem também um agitado triângulo amoroso

Mas abstraindo tudo isso, temos uma série que foca bastante no desenvolvimento do núcleo de Seg. Mostra o relacionamento proibido com Lyta da família Zod. A queda da família El. Tudo muito bem amarrado.

Um detalhe interessante aqui é como os Zod são inseridos. Eles são os comandantes dos Sagitari (uma espécie de exército de elite de Kandor). Lyta tem uma das melhores cenas de luta da temporada.

E o vilão da série? Ninguém menos que Brainiac.

Você não verá tão cedo um Brainiac tão bem desenvolvido quanto o da serie Krypton

Afirmo com certeza que nunca vi um Brainiac tão bem feito como o que a série construiu. Seja ele na pele da Voz de Rao ou como o alienígena que chega para engarrafar e colocar a cidade em sua coleção, o personagem tem muita presença e força. O medo que ele oferece, seja usando seus poderes telepáticos/telecinéticos ou controlando as pessoas, é real. Palmas para o roteiro que foi firme na execução de um dos plots mais bem desenvolvidos na série.

Potencial para uma serie do Gladiador sempre houve

Como nota de lembrança, não custa salientar que o personagem do Adam Strange poderia ser facilmente substituído pelo do Gladiador Dourado. Só o fato de ser viajante do tempo, que quer ser herói, a aparência de garoto playboy e até mesmo as trapalhadas. TUDO. Tudo mesmo denota o Gladiador. Talvez a única característica de Strange, na série seja ele utilizar o Raio Zeta.

O elenco apesar de jovem é muito bom e denota muita qualidade dos atores. Destaques primeiramente para Blake Ritson e seu incrível e poderoso Brainiac, Cameron Cuffe , que faz um Seg-El completamente revoltado genérico no começo e o desenvolve como um lutador carismático e de muito coração, Wallis Day (Nyssa Vex, muito superior a Lyta) e os mais velhos do time Elliot Cowan (Daron-Vex) e Ian McElhinney (Val-El estava em Game of Thrones e você não viu rs). Ótimo elenco e ótimas atuações.

Ate Apocalypse da as caras na 1a temporada

No mais a série está de parabéns, incluíram tudo do universo do Superman: Krypton, Zod, El, Kandor, Kryptonopolis (ela é apenas citada), os clãs, Apocalypse, Brainiac e Zona Fantasma. Tudo isso em meros 10 episódios.

Tecnicamente a série beirou a perfeição. As cores escuras e com pouca luz para denotar uma Kandor que apenas sobrevivia em meio a uma área completamente caótica, inabitável e desértica.  Aliada com uma linda fotografia e paletas de cores únicas, mostram que os produtores tiveram muito zelo e cuidado para a parte técnica da série.

É isso meus amigos. Assistam e não se arrependerão. A série prende ate o final e deixa um grande gancho no final que impressiona demais.

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Puyol Miranda

Uma simples testemunha da humanidade, que presencia todos os dias as grandes maravilhas de Deus. Além de presenciar o mais lindo momento de uma etapa de crescimento, me tornar pai. Sou analista de ti, leitor de quadrinhos, decenauta convicto e amante da tecnologia.