Falcão e o Soldado Invernal – S01 E06 – Um Mundo, Um Povo

Falcão e o Soldado Invernal – S01 E06 – Um Mundo, Um Povo: Foi ao ar o sexto e ultimo episódio da primeira temporada de Falcão e o Soldado Invernal e o saldo geral é positivo, apesar de alguns pontos baixos.

O season finale começa frenético, mostrando as ações dos Apátridas ao tomar o local onde é realizada a votação do Ato de Remendo e fazer reféns os lideres que lá estavam. É nesse momento que vemos pela primeira vez o novo uniforme do Falcão, ou melhor, do novo Capitão América, que parte para Nova York na tentativa de deter os vilões.

Bucky e Sharon Carter já estão nas imediações do prédio e se inicia então uma batalha entre Sam e Batroc. A verdadeira intenção dos Apátridas era o sequestro dos líderes em duas frentes: em vans blindadas e num helicóptero. Porém, o Soldado Invernal os persegue por terra, enquanto, após vencer Batroc, o Falcão os persegue pelo ar.

Aqui, um dos pontos baixos do episódio: a cena de perseguição ao helicóptero! Muito escura e com takes confusos, em nada lembra a magistral cena de abertura da série. Em muitos momentos nem conseguimos entender o que acontece.

Por terra, Bucky sai no soco com os terroristas e Karli mostra que realmente não tem mais escrúpulos, colocando a vida dos reféns em risco para criar uma distração. Isso iria funcionar se não fosse a chagada de John Walker – certamente um dos personagens mais legais da série – que chega botando pra ferver, dando o tempo que Bucky precisava para salvar os lideres do CRG. Walker tem um grande destaque nessa sequencia e o roteiro comprova que, mesmo sendo violento e até psicótico, no final das contas ele quer o melhor para seu pais e para o povo. Ele abre mão de confrontar Morgenthal para tentar salvar os reféns, numa cena eletrizante em que o ator se saiu muito bem ao mostrar o conflito interno do personagem.

Sam surge, salva o dia e vai para o ajuste de contas com a líder dos Apátridas. Nesse interim, descobrimos a verdadeira identidade do Mercador do Poder e…

Realmente é a Sharon Carter. Era tão óbvio que acaba sendo sem graça a descoberta. A ex-agente mata seu subordinado, Batroc, para garantir que sua identidade continue em segredo, além de dar um teco em Karli, enquanto essa lutava com o Sam, a matando.

A cena seguinte serve para ratificar Sam Wilson como o novo Capitão América. Ele, em frente ao público e às câmeras de TV que filmavam tudo ali, faz um discurso inflamado para os recém libertos líderes. Um discurso sobre igualdade de direitos, solidariedade, sobre coragem, sobre o que é ser o Capitão América!

Daí por diante, temos 20 minutos de epílogos – sim, epílogos. Fora o fato de John Walker, que era persona non grata, sair no meio de todo mundo e ficar por isso mesmo. O restante apenas amarra as pontas que ainda estavam soltas na série.

Os Apátridas que haviam sido capturados são mortos pelo mordomo de Zemo que, mesmo preso na Balsa, ainda tem muito poder. A Madame Hydra aparece logo na cena seguinte e parece conhecer os planos de Zemo. Ela dá a Walker um novo uniforme e ele passa a ser oficialmente o Agente Americano. Isso certamente irá render num futuro próximo. A única pergunta é: por que diabos isso acontece no mesmo tribunal onde ele foi julgado?

Bucky faz as pazes com seu passado e Sam se encontra com Isaiah Bradley, recebendo seu aval como Capitão América e depois reparando um erro histórico ao colocar, finalmente, o primeiro Capitão América Negro no museu do Capitão.

A cena final nada mais é do que uma festa no barco da família Wilson.

Há também a famosa cena pós créditos, que mostra Sharon Carter sendo repatriada e perdoada pelo governo americano e depois fazendo uma ligação, para um possível aliado ou comprador, dizendo que agora tem acesso a planos, segredos e armamentos. O que reforça a teoria de que essa Sharon que vemos pode ser uma skrull, fazendo ligação com a vindoura série Invasão Secreta.

No geral, Falcão e o Soldado Invernal teve muitos altos e baixos, alguns episódios e algumas cenas arrastadas demais, alguns fatos que, mesmo com a suspensão da descrença, ficaram muito mal explicados. Mesmo assim, abre um grande leque de possibilidades para o futuro do MCU, tanto em séries quanto no cinema, visto que podemos já ter um 4º filme do Capitão América nos planos da Marvel/Disney, a aquisição de Julia Louis-Dreyfus também aponta para a expansão dos temas de espionagem e ela estará no filme da Viúva Negra, que estreia logo mais em 9 de julho.

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Fabiano Souza

CAPITÃO no meio campo, escreve textos e destrói falsos deuses antes do café da manhã