Wolfheart And The Ravens: os álbuns que marcaram Dewindson Wolfheart

O Wolfheart And The Ravens, a continuação da saga gothic metal iniciada pela banda Ravenland, está trabalhando em um novo disco que contará com convidados especiais como Tommy Lindal (ex-Theatre of Tragedy), Margriet Mol (Asrai), Fernando Ribeiro (Moonspell), Aaron Stainthorpe (My Dying Bride) e Skinny Kangur (Deathstars).

Recentemente o grupo deu uma amostra do novo material através do vídeo clipe do single “Gimme Your Blood” – que você conferiu aqui!

Confira abaixo um pouco da história de Dewindson Wolfheart, vocalista e líder do Wolfheart And The Ravens, que relata seus primeiros contatos com a música e os álbuns que marcaram sua vida!

“Primeiramente é um prazer enorme compartilhar com o público um pouco dos álbuns que tiveram uma enorme importância na minha carreira com a banda e na minha vida pessoal. É uma missão bem difícil, como grande fã de metal, ter que listar somente 10 discos. Eu poderia incluir nesta lista meus favoritos, que me introduziram ao heavy metal como: Ozzy Osbourne – “No Rest for the Wicked”, Mercyful Fate – “Don’t Break the Oath”, King Diamond – “The Eye”, Black Sabbath – “Headless Cross”, dentre muitos outros do Slayer, Obituary e Death. Porém, não teria muito a falar mais sobre estes discos, pois todo fã de Metal deve amar e citar estes álbuns! Vou então listar 10 álbuns do Gothic Metal que realmente mudaram a minha vida, que serviram de trilha sonora, e tentar complementar com algo da minha história nisso.”

Paradise Lost – “Host”

Uma das bandas que fizeram a trilha sonora da minha vida desde 1989 foi o Paradise Lost, sua música sempre esteve à frente de seu tempo, todos os seus álbuns marcaram minha vida, principalmente o “Draconian times”, mas o álbum que realmente tenho que incluir nesta lista é o “Host”, pois é um álbum totalmente diferente, bem ao estilo Depeche Mode, mesmo que o “One second” já tivesse iniciado bem essa fase e trazido um equilíbrio entre as guitarras e os synths, mas o “Host” é ousado demais e o que me despertou para ouvir mais esse tipo de som e trazer isso para o Ravenland na época. PS: Tenho o símbolo deles tatuado no meu braço e os conheci pessoalmente em 2007, passamos uma tarde juntos, organizei uma tarde de autógrafos com eles na nossa loja parceira Lady Snake, na galeria do Rock, achei que iríamos chapar, tomar umas cervejas, mas só comeram chocolates a tarde inteira. (risos)

Type O Negative – “October Rust”

O Type O Negative foi o maior responsável pela Ravenland ter tomado o direcionamento Gothic Metal, aquele visual Dark, a sonoridade sombria do “Bloody Kisses” misturava bem o Doom e o Gothic, aquela atmosfera vampírica foi crucial para me seduzir ao estilo, mas foi o álbum “October Rust” o responsável maior por isso e é o álbum qual entra nessa lista, é o álbum que marcou bem o início da Ravenland e até hoje continua no meu sound system, recentemente regravamos uma versão Piano e voz para “Wolf Moon” em parceria com a pianista Anastacia Shalik de Belorússia, uma homenagem ao Peter Steele e um tributo a este álbum que significa muito para o Gothic Metal.   

Moonspell – “Darkness and Hope”

Não é novidade para ninguém a admiração e amizade que tenho com os Moonspell de Portugal, já até dividimos o palco e cantamos juntos a “Alma Mater” em um show aqui em Sampa, o meu nickname Wolfheart veio do primeiro álbum deles, quando ouvi a banda pela primeira vez em 1995, apesar de todos os álbuns deles fazerem a trilha sonora da minha vida, assim como Paradise Lost, cada um em sua sonoridade única, mas sempre mantendo o lado Dark ou Gothic, o recente álbum “Extinct” é um álbum perfeito e atual para o estilo, eu o colocaria aqui nessa lista de 10, mas acho que o álbum deles que realmente marcou minha vida, foi o “Darkness and Hope”, lançado num ano em qual eu estava planejando morar na Europa e na mesma época ficaram sem o baixista, eu lembro de ter pago um baixista para me ensinar uma lista de 20 músicas do Moonspell porque eu estava disposto a fazer o teste, foi lá que começou meu contato pessoal com eles, acho que 2001, 2002, infelizmente eu era imaturo demais, nem me liguei sobre o tempo que precisaria para tirar o passaporte e outros tramites mais, terminei não fazendo o teste, por isso foi o Darkness and Hope que marcou aqueles anos e trouxe o equilíbrio perfeito para o Gothic Rock e o peso do Metal.

Theatre of Tragedy – “Aégis”

O Theatre of Tragedy, fundador e representante maior do estilo “Beauty and the Beast” dentro do Gothic Metal, seu álbum “Velvet Darkness They fear” é a mais bela tradução disto, porém, o disco deles que entra nesta minha lista, é o “Aégis”, pois marcou uma fase da minha vida qual eu havia comprado minha casa, tinha meu próprio estúdio para a banda ensaiar e ouvia este álbum todas as noites, regado a várias garrafas de vinho durante a lua cheia, o “Aégis” traz uma sonoridade bem diferente dos dois primeiros álbuns da banda, é um disco mais Gothic Rock, ainda que Doom e Dark, romântico, trágico e belo. Anos mais tarde, seu ex-guitarrista fundador da banda Tommy Lindal se tornou um grande amigo pessoal e parceiro nosso, participou gravando algumas guitarras do nosso segundo álbum, e depois fomos convidados a tocar junto com eles no primeiro, último e único show do Theatre of Tragedy no Brasil.

Darkseed – “Diving Into Darkness”

Este quinto disco da minha lista, é da banda alemã Darkseed, marca o ano 2000, para mim, é um disco que ainda soa atual em sua produção, possui guitarras bem pesadas, bem timbradas, vocais maravilhosos do Stefan mesclados a excelentes syths e samples, melancolia na dose certa, chama-se “Diving into Darkness”, embora o álbum “give me light” seja perfeito também, mas o “Diving into Darkness” seria a tradução de como queríamos soar, pesado e eletrônico.

Evereve – “Regret”

Ao lado do “Diving into Darkness” do Darkseed e “Act7” do Crematory, outro álbum de banda alemã qual eu adoro ouvir até hoje e me traz ótimas lembranças do final dos anos 90 e início dos 2000, é o “Regret” dos alemães do Evereve, todo sábado de manhã eu lavava meu carro ao som dessas bandas, mas o “Regret” realmente significa muito para mim e está como um dos melhores álbuns do estilo Gothic Metal, é o terceiro álbum da banda que marcava uma nova fase, menos Doom, trazendo elementos eletrônicos como samples e synths bem elaborados, cheguei a compor a música “Nevermore” influenciado por este álbum dos Evereve.

Deathstars – “Synthetic Generation”

Em 2004 eu comprei um álbum qual não imaginava que se tornaria uma grande influência na fase atual da Ravenland, depois que mudei o nome da banda para Wolfheart and The Ravens eu diria que este disco é um dos mais influentes em nossa fase atual, o álbum de estréia dos Suecos Deathstars – “Synthetic Generation”, este álbum mescla o industrial com o peso do Metal, uma atmosfera bem gótica e batidas tribais bem interessantes. Conheci a banda pessoalmente há uns dois anos atrás na Horror Expo, entrevistei-os para o nosso programa de Portugal, ficou a amizade principalmente com o baixista Skinny Kangur, este ano o convidei para apresentar o Raven Fest recentemente junto com outros amigos meus e ele foi um grande destaque no Raven Fest ao lado do Fernando do Moonspell e Aaron do My Dying Bride.

Gothminister – “Empire of Dark Salvation”

Outro grande álbum que também tem uma enorme influência em nossa fase atual, foi lançado em 2005, dos Noruegueses do Gothminister – “Empire of Dark Salvation”, este álbum tem um poder absurdo de me colocar para cima, pesado, industrial, Gothic, refrões pegajosos, climas bem sombrios e uma vibe trance com Metal. É um disco incrível, aguardando pelo novo deles.

Samael – “Eternal”

Os suíços do Samael com sua música Dark flertando com elementos tribais, Gothic, industrial e ainda black Metal sempre os admirei e me mantiveram no lado negro da força, (risos), desde 1991 quando ouvi o álbum “Worship him”, eu pensei “Que diferente para uma banda de Black Metal!”, o álbum “Passage” foi muito importante num momento doloroso da minha vida, me deu muita força, mas o que realmente entra na minha lista dos 10, é o “Eternal”, pois eles deram um passo bem diferente, evoluíram de uma forma que nenhuma outra banda de Black Metal ousaria. Em 2012 tive a oportunidade de fazer uma mini tour com eles, foi fantástico assistir aos shows deles todas as noites, viajar com eles, o Vorph é um cara altamente inteligente e culto, me pediu para levá-lo à bibliotecas, ao Masp e outros museus de São Paulo, e já que eu estava com o Samael, levei o Samael para o Inferno Club hehehe, levei eles à Galeria do Rock, churrascarias, feiras, festas de universitários, bares…. Ao final daquela mini tour, Vorph me presenteou com um anel de prata no formato de corvo qual uso até hoje, me deu devido ao nome da minha banda Ravenland.

Lord Of the Lost – “Thornstar”

Fechando a minha lista de 10 discos importantes para a minha vida, devo citar uma banda qual conheci por volta de 2010, mas só vieram a realmente me conquistar como fã depois de 8 álbuns de estúdio, os alemães do Lord of the Lost lançaram em 2018 o seu nono álbum intitulado “Thornstar”, duplo, contendo mais de 20 músicas e cada uma pode ser considerada como um single de tão forte que é em termos de composição e qualidade, refrães fortes, este álbum é uma grande influência para nós da Wolfheart and The Ravens como banda, além de este disco ser a maior referência do Gothic Metal da atualidade, embora tenha uma mistura de industrial, Dark Rock e até outros experimentalismos. É uma banda qual recomendo, inclusive seu novo álbum – “Judas” sai agora em Julho e promete muito, assim como “Thornstar” também será duplo.

O WolfHeart And The Ravens é formado por:

  • Dewindson Wolfheart (Vocais)
  • Andreas Dehn (Guitarra)
  • Marcos Brito (Guitarra)
  • Rafaela Redbass (Baixo)
  • Dan Werneck (Bateria)

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Raul Kuk o Mago Supremo

Raul Kuk - o Mago Supremo. Pai de uma Khaleesi, tutor de uma bruxa em corpo de gata.