Warrior Nun S01 – o Explosivo Final da Temporada!

Amigo popnauta, tio Kuk não erra! Conforme adiantei aqui, os episódios recentes deram uma desacelerada, mas foi só pra colocar todas as peças no tabuleiro e preparar o confronto final de Warrior Nun! E que confronto! Foram dois episódios com muita ação, reviravoltas e revelações de tirar o fôlego!

Tudo começa em “2 Corinthians 10:4” – e sempre é bom ver o Corinthians sendo mencionado, o que prova não só a força da fiel torcida, como define quem são os heróis da história. “As armas de nossa guerra não são deste mundo, mas sim energizadas para a destruição de fortalezas” é o versículo que dá o tom do episódio: os renegados da Ordem da Espada Cruciforme chegam ao Vaticano para roubar os ossos do anjo Adriel das catacumbas! Ava vai liderar o time pela primeira vez, em seu hábito de freira – algo em que ela não é muito boa. Na verdade, a falta de experiência aliada ao temperamento dela servem como mais do que alívio cômico, mostrando suas fraquezas e chegando a colocar o time em risco.

Seguindo o complicado plano, que envolve tirar a visão das câmeras no momento exato em uma janela de tempo bem restrita, Ava, Beatrice, Shotgun Mary e o padre Vincent invadem a Necropolis. O problema é que as rejeitadas que o cardeal Duretti re-recrutou para a Ordem também estão lá, com armas de Divinium e prontas para matar o time todo até chegar em Ava! E elas quase conseguem – no último momento, quem aparece pra ajudar é a Madre Superiora, mais bad-ass que nunca, tocando o terror e descendo a porrada com sua bengalinha da morte. Ava percebe o padrão das cicatrizes da Madre e descobre que ela foi, também, portadora do Halo, mas foi rejeitada. A Madre Superiora decidiu lutar por ela, legitimamente merecedora.

E foi assim que ela fez por merecer o traje de FREIRA-MATRIX.

Todo o treinamento de Ava é posto à prova quando ela atravessa as paredes da cripta onde estão os ossos do anjo Adriel – ou, pelo menos, deveriam estar. Quer dizer, eles estão, mas não um monte de ossos empoeirados – Adriel está vivo, preso dentro daquelas paredes no subterrâneo do Vaticano por séculos! O episódio final da temporada, “Revelation 2:10”, começa aí: Ava cara-a-cara com o anjo responsável pela criação da Ordem da Espada Cruciforme! O versículo em questão é do Apocalipse, que é chamado de “Book of Revelations” em países de língua inglesa, e diz “Não tema o que você está prestes a sofrer. Em verdade vos digo, o diabo jogará alguns de vocês na prisão para testá-los. E vocês sofrerão perseguições por dez dias. Sejam fiéis, mesmo diante da morte, e eu lhes darei vida como sua coroa de vitória”.

O que isso quer dizer? Bom, Ava está dentro da cripta com Adriel, que lhe conta outra versão da história de Areala: a primeira irmã guerreira roubou o Halo dele num ato de traição, e Ava o trouxe de volta. Ele tem estado aprisionado pela igreja desde então. Mas se ele é a prova de que Deus existe, o Paraíso e outros anjos, por que a igreja o mantém escondido? A resposta de Adriel define bem o que é religião: fé é a crença em algo que não pode ser provado. Sem fé, não existe quem siga cegamente um líder religioso. Não pode haver manipulação ou poder sem o medo.

Algo nessa imagem me diz que a intenção dos criadores da série era OUTRA.

Ava precisa decidir se devolve o Halo a Adriel, encerrando assim o ciclo de morte das freiras guerreiras, e aceita – mas quando Adriel toca seu ombro, ela é transportada no tempo e revê os fatos da vida de Areala e como ela conheceu o misterioso anjo. Adriel não vem dos céus em glória, mas do mesmo portal pelo qual os demônios chegam, e o Halo não é uma auréola e sim uma arma circular. Ele derrota um demônio que o persegue e assume o comando dos cruzados que estão com Areala. Quando ele coloca o Halo nas costas dela, os portais para o inferno são fechados.

Ela se dá conta que ele é um demônio renegado.

“Como assim, vocês moram num convento sem homens e esses bastões são só pra treino?!”

Enquanto isso, a Madre Superiora confronta o recém-eleito papa: o cardeal Duretti! Ela diz que seu papado será o mais curto da história e o questiona sobre a morte de Shannon e os ossos de Adriel. O problema é que Duretti realmente não faz ideia do que ela está falando! No subterrâneo do Vaticano, o time consegue explodir a parede da cripta e resgatar Ava, tirando-a de lá após repelir Adriel com seus poderes. Do lado de fora, na Praça de São Pedro, o grupo é perseguido por um enfurecido Adriel, que começa a controlar a multidão. E, numa última reviravolta, descobrimos que, se o papa Duretti não estava por trás de tudo, então quem…?

O episódio termina exatamente aí, como muitas das produções originais da Netflix. Tudo certo, nada resolvido e se não tiver uma segunda temporada, a gente se fudeu. Fica o carisma de Alba Baptista transbordando carisma como Ava, um elenco muito competente e um roteiro que conseguiu ter surpresas ótimas em diversos episódios – apesar de também ter um bom número de furos. Alguns personagens que pareciam vilões se revelaram heróis e vice-versa, mas sempre de maneira convincente – ou pelo menos tão convincente quanto a história permite. Alguns personagens ficaram pra trás, outros ainda têm muito a oferecer mas, claro, nenhum mais do que Ava. Uma atriz jovem conseguindo protagonismo no meio de tantos veteranos é algo que não deve ser menosprezado. E nós ficamos aqui, rezando pela segunda temporada.

Minha dúvida é: quando essa série vai ficar fiel aos quadrinhos?!
Avalie a matéria

Raul Kuk o Mago Supremo

Raul Kuk - o Mago Supremo. Pai de uma Khaleesi, tutor de uma bruxa em corpo de gata.