Vale a Pena Gravar de Novo

Olá, amigos popnautas! Inauguramos aqui uma série de textos onde falaremos sobre versões ou regravações de músicas que ficaram mais famosas – e fizeram mais sucesso – que a gravação original! Portanto, prepare-se para descobrir ou relembrar que aquela música que você gosta, na voz de um cantor ou banda tão familiar, foi gravada muito tempo atrás, numa galáxia muito distante – e pode ser quase completamente diferente da que você conhece! Talvez você goste mais da versão original, mas podemos garantir aí umas boas surpresas no caminho!

É bom? Vamos usar de novo!

A música da qual trataremos hoje foi composta há mais de 50 anos pelo francês Jacques Revaux e chamava-se “For Me”. Jacques a ofereceu a diversos artistas até que Claude François resolveu grava-la, rebatizando-a como “Comme d’habitude“. Fançois também, além de renomear, acabou assumindo os créditos de composição, num ato consensual do próprio Revaux, que na época jamais imaginaria o sucesso que a música faria.

Jacques Revaux

Em 1967, Paul Anka, em viagem pela França, ouve a canção e fica maravilhado. Ele então adquire os direitos e a reescreve em inglês, transformando a letra que falava sobre uma crise conjugal em uma passagem pela vida em seus momentos finais. Já sabe de que musica estamos falando? Sim! Paul Anka renomeou a canção com o majestoso título: My Way.
Anka ofereceu a canção ao produtor de Frank “The Voice” Sinatra, que a eternizou em 1968. A versão de Sinatra é a mais famosa.

Sinatra é o “dono” da versão mais famosa

Outras versões
May Way é uma das músicas mais regravadas da história. Elvis Presley a gravou em 1971 e essa versão só foi lançada em seu formato de estúdio em 1995 – antes disso, apenas as versões ao vivo de 73 e 77. Há a versão do Sex Pistols, de 1980, que a transformou numa porrada punk rock. A versão de Julio Iglesias chama-se “A Mi Manera”, gravada em 1998 e com a participação de Paul Anka, já havia sido gravada por Vicente Fernandez em 1983 e pelo Gipsy Kings em 1988 – sendo então a regravação da regravação da regravação. O próprio Anka – claro – também a gravou em 1975. Robbie Williams fez sua versão no álbum “Live in Manchester”, em 2000. A linda versão de Nina Simone em 1971 e a versão de Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras, os Três Tenores, gravada num show ao vivo em 1994 onde, oportunamente, Frank Sinatra se encontrava na plateia. Há até uma versão do anglo-indiano Engelbert Humperdinck, de 2006.

Iglesias e Anka

Os brasileiros
Temos algumas versões tupiniquins, como a do Camisa de Vênus, gravada ao vivo em 1986, com mixagem no Estúdio Mosh e a releitura bem esquecível de Chitãozinho e Xororó, de 1991. Tivemos ainda os brasileiros Agnaldo Rayol e Cauby Peixoto, que também gravaram suas versões. Felizmente, poucos se lembram dessas ultimas.

Camisa de Vênus em 1986, ano em que gravaram My way


Ouça aqui algumas versões e nos diga de qual gosta mais.

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Fabiano Souza

CAPITÃO no meio campo, escreve textos e destrói falsos deuses antes do café da manhã