Transformers War for Cybertron – O Cerco! Você Tem Que Assistir!

Transformers – War for Cybertron, já tem seu primeiro capitulo, O Cerco, disponível na Netflix desde o ultimo dia 30/07 e é uma clara tentativa de suprir o desejo dos fãs – como eu – de algo que remeta ao modelo das produções realizadas nos anos 80 com os robôs alienígenas mais adorados deste quadrante estelar. Nesse sentido, a Hasbro e a Rooster Teeth Animation, juntamente com a Netflix, acertaram em cheio.

A aura da animação lembra muito o longa de 1986 (Transformers – O Filme), mas com uma marcante diferença: War for Cybertron definitivamente não é para crianças! O clima é pesadíssimo, pois aborda os últimos dias da guerra civil que devastou o planeta natal dos Autobots e Decepticons, eventos anteriores à chegada de Optimus Prime e companhia à Terra, sem amenizar na narrativa e no visual. Ver robôs dilacerados, empalados e esmagados, considerando-se que são seres vivos, difere das tratativas anteriores.

A proposta aqui é mostrar os dois lados de uma guerra. Mais um acerto para a produção, nos dando também o ponto de vista dos Decepticons sobre o conflito. O roteiro consegue camadas de personalidade não só aos personagens principais quanto aos coadjuvantes também, com uma única ressalva para Bumblebee, cuja motivação poderia ter sido mais aprofundada – mas, com uma duração média de 22 minutos, os seis episódios desta primeira parte da trilogia entregam até demais. É uma grata surpresa vermos nuances diferentes do grande líder dos Autobots, como dúvidas, decisões questionáveis e até um certo medo, bem como ver características como um senso de honra e de união em Megatron. O rol de personagens também é muito grande, com destaque, além dos já citados, para Elita-1, Ratchet, Ultra Magnus, Ironhide, Jetfire, Weeljack, Mirage, Cliffjumper, Sideswipe, Teletraan, Impactor, Shockwave, Soundwave e o imprescindível Starscream.

O visual também merece destaque. Esqueça que alguns robôs têm lábios e algo parecido com dentes. O design retrô dos robôs, aliado a técnicas em 3D/2D, com detalhes minuciosos dos cenários e uma ambientação maravilhosa nos colocam na superfície do planeta Cybertron, entre rajadas, ferro retorcido e óleo de motor por toda parte.

Ahh, algo que me deixou muito feliz: o “barulhinho” original das transformações está de volta!

O final, como não poderia deixar de ser, nos deixa ávidos pela segunda parte, pois consegue deixar um cliffranger muito bom, mesmo que esperado. Nos resta aguardar.

Autobots: vamos rodar!

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Fabiano Souza

CAPITÃO no meio campo, escreve textos e destrói falsos deuses antes do café da manhã