Top 5 Uniformes do Superman

No ano passado, a DC Comics voltou atrás em uma das mais significativas mudanças no uniforme do Superman ao trazer de volta o tradicional calção vermelho – extremamente significativo na composição do visual do personagem desde sua origem, em 1938, mas deixado de lado no reboot Novos 52, de 2011, e no filme Man of Steel, de 2013. As comemorações de 80 anos do maior super-herói de todos os tempos, bem como a chegada do roteirista superstar Brian Michael Bendis, foram o momento ideal para uma “volta ao básico”, mantendo-se fiel ao visual mais clássico – e já sedimentado na cabeça do grande público.

Porém, essa não foi a primeira vez que a DC Comics mudou-e-voltou-atrás com a roupa de seu maior ícone. Se considerarmos a evolução do design feita por diversos artistas ao longo de oito décadas, além das transformações mais impactantes (elétrico, roupa preta pós-morte, Novo Krypton, Godfall), dá pra dizer tranquilamente que o herói já trocou a vestimenta mais vezes que a Madonna em um show. Até mesmo o cabelo comprido do herói foi motivo de debate na CNN após a mega-saga Morte e Retorno!

Mas todo fã tem aquela versão que guarda com mais carinho no coração, seja pelo design revolucionário ou pelo simples valor sentimental. Então nós aqui do Popsfera resolvemos listar para vocês os cinco melhores uniformes do Superman!
Bom, de certa forma…

SUPREMO


Talvez a mais significativa fase de toda a história do Superman, prestando uma homenagem não só aos personagens, sagas, escritores e artistas em toda sua histórica publicação, mas também aos estilos específicos de cada época, tenha sido o reboot promovido por Alan Moore no Supremo. Este antipático restolho do universo Extreme (um refugo da Image Comics criado por Rob Liefeld) era uma óbvia cópia de segunda do Homem de Aço – até Moore colocar as mãos nele. Essa fase, infelizmente, não durou tanto quanto poderia – ou deveria. Mas não resta a menor dúvida, quando pensamos no amor de um artista por um personagem, que Supremo segue como o tributo definitivo ao maior herói de todos os tempos.

Seu traje simples em branco e vermelho pode guardar poucas semelhanças com o original – mas o elemento mais icônico, a capa, está lá. O senso de design pode não ter sido muito inspirado mas, posteriormente, o capista Alex Ross colaborou com o gibi e também bolou diversos designs novos (e não aproveitados). Mas não dá para negar que o uniforme branco caiu muito bem com a cabeleira prateada do herói, compondo um visual que remete a pureza, nobreza e simplicidade – características sem as quais não teríamos um Superman.


MISTER MAJESTIC


Nem só de Rob Liefeld vivia a máquina de cópias da Image Comics. O WildStorm, estúdio de Jim Lee, girava em torno de um tema: A guerra entre as raças alienígenas Kherubim e os Daemonites. É claro que, quando falamos em heróis alienígenas, o Superman é uma referência – mas no caso do Mister Majestic, acabaram indo um pouco longe demais…

Partilhando dos mesmos poderes, Mister Majestic é um comandante militar e um dos mais poderosos seres do universo da WildStorm – isso não impediu, porém, que ele levasse uma surra do Superman elétrico no crossover Liga da Justiça / WildCats, de 1997!

Seu traje vermelho com detalhes brancos, como no caso do Supremo, peca por não ter uma iconografia forte, um símbolo que remeta a suas origens (leia-se: Superman), mas é um belo design, típico dos anos noventa, com ombreiras, muitos detalhes e linhas que deviam ser um inferno para qualquer desenhista. Mas a capa, o elemento que dá um ar de nobreza e respeitabilidade, está lá, esvoaçante em toda sua glória.

HYPERION


Todo fã de quadrinhos com mais de quarenta anos já se perguntou na infância como seria um confronto entre os maiores heróis de diferentes editoras. Houve um momento, no final da década de 70 e começo de 80, que a Marvel e a DC Comics produziram alguns crossovers muito bem-sucedidos: X-Men e Novos Titãs, Batman e Hulk, além de dois encontros entre Homem-Aranha e Superman. O próximo óbvio passo seria jogar na mesma arena as principais equipes de cada universo: Os Vingadores e a Liga da Justiça! Uma história foi desenvolvida, algumas páginas foram desenhadas por George Pérez mas, no final das contas, não houve acordo sobre o lançamento e o projeto foi engavetado. A partir dos anos 90, os encontros ficaram cada vez mais comuns – e monótonos. O encontro oficial não aconteceria até 2003.

Muito antes disso, a Marvel já tinha vislumbrado a possibilidade desse encontro acontecer e apresentou o Esquadrão Supremo: uma equipe que era um reflexo óbvio dos personagens da Distinta Concorrente. E seu líder e mais poderoso representante era Mike Milton: o Hyperion!

Tendo diferentes versões ao longo de 50 anos (!) desde sua primeira aparição, foi dada aos artistas bastante liberdade na hora de remodelar o uniforme. Seu visual mais conhecido, no entanto, é o uniforme vermelho e dourado, completo com cueca por cima da calça, capa e o símbolo (de um átomo) no peito.


APOLLO

O “deus-sol” Apollo não apenas homenageia o Homem do Amanhã como vai um passo além: seu relacionamento com o violento Meia-Noite reflete, de uma maneira que só o roteirista Warren Ellis seria capaz de conceber, a amizade entre Superman e o Batman. Sendo um dos primeiros personagens assumidamente gays dos quadrinhos (ainda que tenha surgido décadas depois do pioneiro Estrela Polar), Apollo quebrou uma série de paradigmas, casando-se com seu parceiro e adotando a bebê Jenny Quantum, o “espírito do século XXI”.

Seu uniforme é simples, mas muito bonito e até mesmo icônico, em branco e amarelo com um símbolo solar no, bom, plexo solar. Sua maior contribuição a essa indústria vital é algo que o Superman jamais faria: Socar vilões até estourar seus crânios – seus poderes baseados no Sol, porém, são o elemento mais claro da homenagem ao último filho de Krypton.

SENTRY


O “caçula” dessa lista é, também, o mais interessante. No final dos anos 90, o roteirista Paul Jenkins e o desenhista Rick Veitch apresentaram à Marvel a proposta de um “herói guardião, lutando contra um vício e tendo apenas seu cão como companhia”. Veitch sugeriu inserir o personagem na cronologia da editora, tendo sua existência apagada da memória de todos após um evento cataclísmico. Quando sua memória volta, o Sentry não só recupera seu passado heroico como também descobre que seu pior inimigo, o Vácuo, nada mais é que um aspecto de sua frágil psiquê que deve ficar enterrado em seu subconsciente para não trazer devastação ao mundo mais uma vez.

O traje amarelo e azul do “Superman loiro da Marvel” é completo, com calção e capa, botas, e as mãos e o rosto expostos. Ainda que sua história seja confusa e a editora tenha optado por deixar ele de lado algumas vezes, o Sentry, assim como sua contraparte da DC Comics, é poderoso demais para ser esquecido.

Mas já pensou se a Casa das Ideias resolve levar o herói para os cinemas numa superprodução digna de, digamos… Batman vs Superman? Claro que, como antagonista do “defensor dourado da decência”, teríamos ninguém menos que…

O SENHOR DALUA!
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Raul Kuk o Mago Supremo

Raul Kuk - o Mago Supremo. Pai de uma Khaleesi, tutor de uma bruxa em corpo de gata.