The Boys – Saiba O Que Mudou do Gibi para A Série

Quando os produtores Seth Rogen e Evan Goldberg adaptaram o gibi da Vertigo/DC “Preacher” para a TV, precisaram fazer uma série de adaptações – algumas delas bem polêmicas – pra encaixar a série no formato da TV (e no orçamento apertado).

Com quatro temporadas bem sucedidas, foi a vez de olhar para outro sucesso do roteirista Garth Ennis: o gibi The Boys, que, segundo o autor, iria “out-Preacher Preacher“, ou seja, seria ainda mais sangrento, violento, explícito e ultrajante!

Bebês são tão fofos

Em sua segunda temporada, The Boys se tornou um dos maiores sucessos da Amazon Prime Video. Pra chegar lá, foi importante manter o espírito dos quadrinhos intacto, mesmo que isso pudesse significar mudanças drásticas. O que The Boys fez foi condensar as 72 edições do gibi, dando um direcionamento mais enxuto para a saga.

Uma das diferenças mais marcantes foi quanto os protagonistas: eles são agentes do FBI – algo que, na série de TV, era uma mentira que Billy usou pra recrutar Hughie. Com o apoio de órgão federal, o alcance de suas atividades é muito maior, bem como o respaldo de Billy Bruto para usar quaisquer meios necessários no combate aos heróis. Outras diferenças significativas: Billy não tem barba no gibi (dá pra imaginar?) e Hughie é baseado em Simon Pegg, que interpreta seu pai na primeira temporada.

Mas o sorriso está lá!

Aliás, outra diferença bem evidente: todo o time de Bruto tem força suficiente para enfrentar os supers no mano-a-mano! Isso porque eles sabem sobre o Composto V desde o começo e o usam pra se garantir contra os violentos heróis. Aliás, essa é a origem do apelido do Leitinho (“Mother’s Milk”, no original): ele é o único da equipe a ter poderes desde o nascimento. Sua mãe trabalhava numa fábrica que foi contaminada com o Composto V, o que lhe garantiu super-força – mas ele precisa tomar leite de sua mãe regularmente! Essa origem bizarra foi adaptada como uma das perversões do Capitão Pátria na série.

Outra diferença está na personalidade do Capitão Pátria. Se na série, onde é brilhantemente interpretado por Antony Starr, ele é um canalha manipulador que intimida as pessoas para conseguir o que quer, no gibi ele é só um grande babaca com poderes. Pior ainda: ele participou do estupro de Luz Estrela, junto com Profundo e – pasmem! – Black Noir. Enquanto na série de TV ele está mais preocupado em manter as coisas sob seu controle, no gibi ele não passa de um estuprador assassino.

O olha psicótico é o mesmo!

Por falar no Profundo, ele mudou bastante do gibi pra série. Primeiro pelo protagonismo que ele tem, interpretado por Chace Crawford. Após a covardia de seu ataque a Luz Estrela, ele passa os próximos episódios sendo punido e humilhado de diversas maneiras. Já no gibi, ele não tem todo esse protagonismo, pode voar (o que é ainda mais bizarro para alguém com poderes aquáticos mas, bom, tem o Namor, né?) e tem um visual bem diferente…

Dá pra dizer que melhorou, né

Alguns personagens mudaram de etinia, como Trem-Bala – outros mudaram de gênero. Tempesta é uma delas, apesar de a personagem ser basicamente a mesma nazista FDP que sua contraparte masculina. Interpretada por Aya Cash, a personagem ganhou relevância se tornando o interesse romântico do Capitão Pátria – considerando que ele tem um filho, as coisas podem ficar bem tensas no futuro! Stillwell também era um homem nos gibis, uma figura misteriosa que está por trás dos Sete, mas sempre nas sombras. Nem mesmo os heróis sabem seu nome, referindo-se a ele como “o cara da Vought”, até bem mais tarde, quando descobrimos que ele se chama James Stillwell. Já Madelyn Stillwell (Elizabeth Shue) estava bem próxima da equipe e, claro, do Capitão Pátria, mantendo uma bizarra relação edipiana com o herói, regada a mentiras, coerção e leite materno.

O gosto do Capitão Pátria pra mulheres é bem peculiar.

A mudança mais significativa, contudo, foi guardada para o final da primeira temporada, quando descobrimos que Becca não só estava viva como também teve um filho do estupro pelo Capitão Pátria. Nos gibis, ela realmente morreu no parto – e Billy executou o bebê recém-nascido! E ainda tem mais: (e isso pode ser um spoiler tremendo do que vamos encontrar mais pra frente) Nem mesmo o Capitão Pátria sabe que não foi ele quem estuprou Becca!

Foi Black Noir!

Na verdade, um clone do Capitão Pátria criado para substituí-lo caso necessário (para atender os melhores interesses da Vought), Black Noir tinha ordens de ficar próximo do Capitão o tempo todo – uma missão que destruiu sua sanidade. Querendo se livrar do Capitão, o misterioso vigilante forjou as provas do estupro de Becca pra tentar conseguir uma ordem de assassiná-lo! Porém, seu plano colocou Billy Bruto contra os Sete, gerando todo o caos que vimos ao longo da série. Se algo desse plot será aproveitado, só vamos descobrir no futuro.

Agora estamos em compasso de espera para o final da temporada! Acompanhe aqui no Popsfera o review do episódio e fique atento pra não perder nenhuma novidade sobre a série!

Avalie a matéria

Raul Kuk o Mago Supremo

Raul Kuk - o Mago Supremo. Pai de uma Khaleesi, tutor de uma bruxa em corpo de gata.