The Boys S02E08 – “What I Know”: O Explosivo Final da Temporada!

Se você precisava de mais motivos pra assistir The Boys, o grande sucesso do Amazon Prime, aqui vai: nazista sendo chutada (na cara).

Por uma hora.

A série não só manteve a qualidade (e a intensidade emocional) ao longo dos oito episódios da segunda temporada, como conseguiu subir a régua em todos os fatores que fizeram dela uma das melhores adaptações da atualidade. É complicado falar sobre esse episódio – e sobre a série, como um todo – sem spoilers. Será que devemos mandar alguns?

Os Atores

O Capitão Pátria (Antony Starr) é um monstro. Sensacional. Ele é capaz de mostrar todas as nuances do desequilibrado herói, mesmo as mais sutis, e voltar ao “controle” numa fração de segundo. As cenas com ele coberto de sangue são aterrorizantes. Billy Bruto (Karl Urban) finalmente entrega a performance emocional que vinha devendo desde o começo da série. Os dois antagonistas, cara-a-cara, foram espetaculares em mostrar tudo que os personagens deles têm de mais importante.

Como péssimos hábitos de higiene

Merecem crédito também Karen Fukuhara (Kimiko), Tomer Kapon (o Francês) e Dominique McElligott (Maeve). Todos têm pequenos momentos de muito brilho. No aguardo dos nomes para a próxima temporada (lembrando que já temos um confirmado).

A História

Tudo que podia dar errado, deu muito mais errado. E o que não podia dar errado, também deu. Felizmente, a trama paralela do Trem-Bala e do Profundo serviu a um propósito muito maior do que simplesmente alívio cômico. Tempesta se transforma numa ameaça muito maior do que o Capitão Pátria e, por incrível que pareça, nem mesmo Stan Edgar (Giancarlo Esposito) está se importando muito com o fato de ela ser uma nazista. Não, não uma simpatizante ou alguém com ideias ultra-conservadoras de extrema-direita, mas uma nazista de verdade. Daquelas que estiveram no partido, na época do III Reich.

Até que ela tá bem pra uma nazista de cem anos.

Pessoalmente, eu devia ter me prevenido mais pra não ficar muito apegado a determinados personagens. Cabeças explodiram, reviravoltas foram dadas e muitos nomes foram limpos – mas o que isso vai significar pro Capitão Pátria, Billy Bruto e, principalmente, Hughie, nós vamos ter que aguardar mais um ano pra saber.

O Futuro

Quem sabe? Alguns personagens saem de cena definitivamente, sem que tenhamos muito claro o que sobra para o núcleo ao redor deles. Se a Vought tinha um grande adversário na Igreja da Coletividade, agora é a congressista Victoria Neuman (Claudia Doumit), que vinha sendo a voz da razão contra a corporação e seus super-seres, que se levanta de maneira bem… surpreendente. Ficou difícil entender as ações e motivações dela.

Se bem que, nesse caso aqui, não foi difícil

E alguns personagens parecem ter tido final feliz e voltado pras suas vidinhas. O que poderia tirá-los da paz e da tranquilidade pra colocá-los de volta no jogo? Alguma merda que o Hughie fez? Manipulações do Billy? Um ataque do Capitão Pátria?

A única certeza é que temos aqui uma adaptação que consegue superar, de longe, o material original. Todos os grandes elementos das melhores histórias de Garth Ennis estão lá: o senso de dever e a lealdade aos amigos são as grandes forças motrizes da série. Mas tudo isso foi cuidadosamente embalado de forma a termos um produto bem acabado, que surpreende quem leu os gibis e, claro, choca os fãs das adaptações Marvel e DC. Aqui é cabeça explodindo (de maneira bem literal) e corpo desmembrado. As apostas são altas pra terceira temporada.

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Raul Kuk o Mago Supremo

Raul Kuk - o Mago Supremo. Pai de uma Khaleesi, tutor de uma bruxa em corpo de gata.