Superman – Ano Um

Se eu fosse você, daria um play antes de continuar a leitura.

Galera, chegou às bancas essa semana o gibizão SUPERMAN – ANO UM.

Publicado por aqui pela editora Panini já dentro do selo DC Black Label, a revista tem tratamento diferenciado com tamanho magazine (um pouco maior que o formato americano), um papelzinho gostoso (não entendo nada de papéis de gibi) e detalhes em verniz na capa e contra-capa.

Eu me afastei dos gibis da DC Comics faz muito tempo, uns 20 anos talvez. Nunca senti falta, sempre achei que eu já havia lido todos os gibis da DC que precisava. Li uma obra ou outra, sempre pautado pela equipe criativa. Acompanhei, por exemplo, BATMAN – O Cavaleiro Das Trevas III por causa de seu escritor, Frank Miller.

E foi por causa dele outra vez que eu me interessei por mais uma aventura da editora das Crises. Quando soube que Frank Miller reinterpretaria a origem do primeiro super-herói dos quadrinhos, eu sabia que estaria lá pra ver; quando soube que o artista encarregado de dar corpo ao projeto seria ninguém menos que John Romita Jr, eu tinha a certeza de que eu estaria mesmo lá para ver.

Fui na banca hoje, enfim o gibi tava lá, comprei. Cheguei em casa, sentei no lugar preferido, fone de ouvido, Superman de John Williams rolando…

A sensação era a de estar revendo um grande amigo, saka?

Achei o início genial, a representação de Romitinha para Kripton ficou excelente, e a visão sempre pessimista de Miller estava surpreendentemente cheia de esperança para narrar ali os últimos minutos de vida dos pais do menino Kal-el. As cores nessa HQ estão muito bonitas também.

A cena do encontro do garoto com Jonathan e Martha Kent é breve, curta, talvez até direta demais, e óbvio que foi de propósito. Miller certamente estava interessado em nos apresentar alguns aspectos da infância e juventude de seu Superman que nós ainda não havíamos visto. A descoberta dos poderes, a importância de seu pai adotivo na construção de seus valores, o amor que sua segunda mãe nutria por ele. Talvez a retratação do início da relação com Lana Lang seja algo novo, eu não sei dizer.

Devo admitir que foi muito legal reencontrar Kal-el despencando de seu planeta em chamas direto para os campos de milho no Kansas, onde ele se tornou Clark Kent. E, nos próximos números da série, poderemos conferir essa criança a saltar mais alto do que um edifício e se tornar o Superman. Sim, eu sei que Miller anda meio desacreditado, eu sei também que Romitinha parece que enferrujou, mas a magia está lá, amigos.

Eu sei porque eu vi, e ela era mais rápida do que uma locomotiva…

SUPERMAN – ANO UM na loja virtual da Panini

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