SUPERGIRL s05e09 - CRISE NAS INFINITAS TERRAS – PARTE 1 - POPSFERA

SUPERGIRL s05e09 – CRISE NAS INFINITAS TERRAS – PARTE 1

É, meus amigos! Finalmente o momento que mais ansiávamos: A CRISE CHEGOU!!!! Nem preciso dizer que SÓ TEM SPOILERS, NÉ???

Foram precisos 8 anos de um universo coeso e bem trabalhado, nascido de uma série urbana (Arrow) e que era pé no chão na medida do possível e que gerou tantos spin-offs que contribuíram para criar um lindo universo. Dentro desse período, a Crise foi trabalhada nos últimos 2 anos e se levarmos em conta que ela já era anunciada em Flash desde o seu nascimento, vemos um trabalho a longo prazo feito de forma única.

Podem falar mal de algumas séries, criticar o teor ou até mesmo as adaptações dos personagens, mas não o nível de organização deste universo compartilhado. E toda a forma como organizaram este grande evento, só me dá a certeza de que se dessem um investimento nível de cinema da Warner para essa equipe da CW, eles fariam algo MUITO BOM. Algo que quebraria sim a banca.

Elenco de Supergirl segue afiado e um dos melhores deste universo

Essa primeira parte foi muito bem conduzida, dirigida e, principalmente, bem escrita. A história é o primordial e sua qualidade acredito que se deva a um simples motivo: Marv Wolfman, o criador da história em quadrinhos Crise nas Infinitas terras, estar envolvido diretamente no projeto. E vemos isso como uma bela introdução da criação do universo e posteriormente ao multiverso sendo guiados com uma narração em off de LaMonica Garrett, o Monitor.

E as referências? Aaaaah meu amigo, são muitas. Houve todo um cuidado com isso. Desde Batman de Tim Burton, passando pela serie dos Titãs (a atual que estamos vendo do DC Universe), e até mesmo a série do Batman dos anos 60 (referenciando um idoso Burt Ward passeando com seu cão e citando frases clássicas). Todas essas Terras paralelas sofrendo com os efeitos da Crise advinda do Anti-monitor, referenciada pelos céus vermelhos e relâmpagos.

Uma bela introdução para um grande acontecimento. Então já te digo que o hype em torno desse evento está plenamente sendo correspondido. Tudo feito com muito esmero e detalhismo.

A história prende o telespectador do início ao fim. É muita coisa acontecendo em paralelo e por incrível que pareça não perdem nenhum plot iniciado.  

As temporadas atuais das séries do Arrowverso estavam preparando os personagens para a grande Crise. Então todos foram “testados” pelo Monitor, para verificar se possuíam o que será necessário para proteger o universo. Seja Oliver Queen, Barry Allen e Supergirl em Elseworlds, ou Ajax na temporada atual de Supergirl.

Sem contar que a transformação de Lyla Michaels em Precursora e sendo a arauta do Monitor e recrutadora dos heróis das Terras 1 e 38 (Terra da Supergirl) foi um plot muito bem desenvolvido em Arrow.

Enfim, com a chegada da Crise, os primeiros a sofrer são os sobreviventes de Krypton, Argo City. Com a destruição iminente que adivinha para aquele mundo, Clark e Lois enviam seu filho Jonathan em uma nave para viajar para um local seguro, a Terra 1. Mesmo sabendo que não sobreviveriam estávamos vendo a história ser reescrita através do filho de Kal-El. A tocante despedida de Lois, prometendo que nunca abandonaria o filho, foi triste mas corajosa e ali vemos o sacrifício maior evidenciado em meio a destruição. E em poucos minutos a antiga cidade de Krypton é aniquilada.

“É isso aé time, fomos preparados para esse momento”

Com tudo isso a Precursora reúne os heróis do Arrowverso na Terra 36 para defender a Torre Quântica, que é a única linha de defesa instalada pelo Monitor para proteger o universo da aniquiladora onda de anti-matéria. O dever dos heróis é proteger a Torre para que dê tempo de salvar o máximo de vidas possível e transportarem através de naves para a Terra 1.

A boa notícia é que Lyla conseguiu salvar o Superman e a Lois em cima da hora. Trazendo um bom reforço para enfrentar os exércitos do Anti-Monitor. A má é que Jonathan Kent foi sugado por um buraco negro temporal e arremessado para um futuro alternativo (para ser mais exato, em 2046). Então formam uma equipe liderada por Lois, Canário Branca e Brainiac para resgatar o filho de Kal-El.

Em paralelo a tudo isso há um plot de Lena Luthor e Alex Danvers (irmã adotiva de Kara/Supergirl) sobre confiança, enquanto a cientista tenta ajudar a impedir a onda de anti-matéria.

“É tanto demônio que não dá nem pra contar, amigos”

E as referências aos quadrinhos não pararam! Como se fosse pouco o que já havia sido mostrado, os exércitos do Anti-monitor eram nada mais, nada menos que os Demônios das Sombras se mostrando o grande desafio do episódio.

É tanta coisa acontecendo que para os que não prestaram atenção, houve a passagem do manto de Arqueiro Verde de Oliver para sua filha Mia. E foi muito legal ver que ela o respeita acima de tudo. O desenvolvimento da Mia segue a passos largos e dá gosto de ver. Ela nem de longe lembra a menina irritante da temporada passada. E mostrando também que estar com o pai, aprender e ser treinada por ele, lhe deram uma baita maturidade e visão de mundo.

E para concluir, não se faz Crise nas Infinitas Terras sem mortes. No final do episódio temos a morte de um dos heróis mais importantes deste universo compartilhado criado por Greg Berlanti: Oliver Queen. Dele se desenvolveram diversas séries spin-off que criaram um universo tão rico e tão bacana que faz nos lamentar não ter um herói como ele depois desta grande crise. Durante 8 anos presenciamos um crescimento tão importante, um amadurecimento tão forte que nos faz refletir sobre a vida. O Arqueiro deu sua vida, mesmo a contragosto do Monitor, para que 1 bilhão de vidas ainda pudessem ser salvas.

Maior time que esse não há: Pai e filha juntos com um único proposito

E com essa morte pudemos ver que o legado de Oliver Queen era ainda mais forte e pesado para Mia. O personagem tinha crescido tanto, suas motivações eram tão fortes que em sua despedida ele conseguiu comover a todos. Um lindo adeus de um importante herói.

No final do episódio Nash Wells aparece como Paria, lamentando o fardo de que em sua ânsia de desmascarar o Monitor como um deus farsante (plot desenvolvido na série do Flash), ele acabou libertando o Anti-monitor de seu confinamento. Com isso ele é o grande responsável pelas mortes que estão acontecendo e irão acontecer. E uma coisa importante é dita pelo Monitor: a morte de Oliver não era para ser daquele jeito. E Nash completa, nada está acontecendo como deveria. Então uma grande exclamação paira sobre a série, nem mesmo o que está acontecendo foi previsto por Mar-Novu.

Um ÓTIMO episódio para uma saga tão importante.

A CW mostra que realmente não está brincando e que todo o hype gerado em cima de Crise nas Infinitas Terras do Arrowverso é completamente justificável.

Aguardemos os próximos capítulos para verificar se a peteca não vai cair. Mas esse capítulo 1 animou demais para o que esta por vir.

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Puyol Miranda

Uma simples testemunha da humanidade, que presencia todos os dias as grandes maravilhas de Deus. Além de presenciar o mais lindo momento de uma etapa de crescimento, me tornar pai. Sou analista de ti, leitor de quadrinhos, decenauta convicto e amante da tecnologia.