Rick & Morty – episódio 5 da 4ª temporada!

É bom ver que apesar dos dois primeiros episódios algo “vacilantes”, a quinta temporada começou a entrar nos eixos. Deste o terceiro episódio a qualidade vem subindo para aquele padrão caótico e politicamente incorreto que tanto amamos.

Com esse quinto episódio não é diferente: “Rattlestar Ricklactica” tem tudo e mais um pouco daquilo que tanto amamos nessa série.

É natal, e Jerry está tentando colocar os enfeites natalinos no teto da casa sem morrer no meio do processo (afinal, é o Jerry). Preocupada, Betty pede para seu pai dar uma olhada e impedir que o Jerry morra no processo. Rick vai e ajuda, do jeito dele, com um raio que deixa o Jerry mais leve que o ar, e seus sapatos mais pesados, fazendo com que o mesmo possa “pular” sem se machucar ou causar calamidades. Porém Rick esqueceu de algo importante: a infinita capacidade do Jerry de ser uma anta. Ele consegue perder um dos sapatos que o prendiam à Terra e, com isso, sai flutuando por aí, sem destino, no meio de tempestades, tendo que se agarrar a topo de pinheiros para sobreviver. Sua sorte é que o efeito passa em 10hs, mas 10hs para Jerry é muito, e ele acaba derrubando uma avião ao qual se agarrou, matando centenas de passageiros no processo.

Ou seja, o Jerry típico que tanto amamos! Burro que nem uma porta e inconsequente a ponto de causar caos e destruição por onde passa!

Bom, e Rick & Morty, o que estavam fazendo nesse meio tempo? Rick estava com seu “querido” neto, passeando em sua espaçonave quando o imprevisível aconteceu: o pneu da nave furou em pleno espaço sideral (notem o nível do absurdo)! Rick tem que sair para trocar o pneu e manda seu neto ficar dentro da nave. Obviamente Morty não obedece e, como sabemos. o espaço não é apenas um lugar frio, vazio e desolado, ele tem muitos perigos, como objetos perfurocortantes que podem furar os pneus de sua nave espacial, ou cobras alienígenas astronautas que estão ali, de passagem, e podem dar o bote e te morder, inoculando um veneno mortal em seu neto cabeça-dura que teima em sair da nave.

Rick, após matar a cobra alien e xingar seu neto por ter saído da espaçonave, investiga a cobra, descobre o mundo de onde ela veio e faz uma análise com o computador de bordo da sociedade ofídica para gerar um antidoto que possa salvar Morty.  Porém Morty está desolado! Haviam matado o “Buzz Aldrin” do mundo das serpentes! A culpa e a dor o atormentavam! Haviam interferido na história daquela espécie! Rick, obviamente, estava pouco se lixando e resolveu evitar o Morty pelo resto do dia enquanto ele ficasse se lamuriando pela cobra espacial.

Morty sofria! Mesmo ouvindo o delicioso “Snake Jazz” que baixaram do planeta ofídico, sua consciência pesava pela morte do seu algoz. Ele precisava fazer algo para reparar essa perda! E fez! Foi numa loja de animais, comprou uma cobra, pintou de forma parecida com a falecida (sim, era uma fêmea!), botou a roupa de astronauta que tirou do cadáver, roubou as chaves da nave do Rick, votou para o planeta das serpentes e largou a “cobra substituta” por lá, saindo com a consciência tranquila de que fez “a escolha certa”!

Só que não!

Numa sequência massa, que lembra o filme “A Chegada”, o governo das cobras descobre que a astronauta serpente era uma alien! E chamam um professor de linguística ofídica para tentar traduzir sua linguagem! Ele consegue e faz contato com a cobra terrestre. E que contato! Pois acabam se acasalando na frente do presidente das serpentes, com militares e cientistas presentes!

Daí em diante o roteiro chuta o balde com gosto! A cobra acaba dando cria e essas crias são híbridos! Isso interfere em toda a estrutura social e futuro daquele mundo! Batalhas acontecem, a rebelião das máquinas começa! Cobras exterminadoras são criadas no futuro e mandadas para o passado para destruir aquela família! E as cobras continuam lutando contra as máquinas, em prol de um ideal, de um salvador, que trouxe esperança de um futuro e mundo maior! Morty!

Continuando o nonsense, as cobras máquinas, que querem exterminar as cobras híbridas seguidoras de Morty, mandam agentes do futuro para matarem o Morty na Terra! Cobras e máquinas aparecem sem parar! Rick, enlouquecido, descobre o que Morty fez e tenta “consertar” indo para o planeta das cobras para destruir sua máquina do tempo. Porém, ao chegar lá, descobre que ainda não possuem essa tecnologia, tendo que ele, Rick, criar a mesma! Só que Rick não sabe matemática ofídica e teria que aprendê-la para fazer a máquina! Mas, tudo ok, Rick mentaliza, se esforça e voilà! Seu eu do futuro, que já havia construído a máquina e aprendido matemática ofídica aparece para entregar a aparelhagem, não, sem antes, xingar os dois pelo trabalho que teve no futuro. Ah, Morty do futuro aparece de olho roxo, sem nenhuma explicação.

Ok, seguindo nessa simples e prática história, Rick e Morty voltam para o passado do mundo das serpentes, no ano de 1985! (Entenderam a data? Hein? Hein?) E deixam os esquemas de como criar a máquina do tempo nessa época atrasada e inconsequente. Como esperado, as cobras fazem tanta merda por já ter o poder de viajar no tempo tão cedo, que chamam atenção da polícia tempo-espacial da quarta dimensão (sim, aqueles bichos com cabeça de testículo que apareceram na época em que o Rick quase destruiu a realidade no primeiro episódio da segunda temporada “A Rickle in Time”). Vendo a bagunça que as cobras estavam fazendo na ordem cronológica, dão uma de Samuel L. Jackson no inesquecível clássico “Snakes on a Plane” e exterminam as criaturinhas de vez, indo para a pré-história das cobras e matando o ancestral das mesmas.

Ah, esqueci de dizer, como é natal o Jerry sobrevive e consegue por as luzes no teto da casa. E Rick & Morty não podem curtir a ceia, pois suas contrapartes temporais voltam para lembrar que eles têm que estudar “matemática ofídica” para voltar ao passado (olha o ciclo temporal se fechando! Que lindo!)

E o olho roxo do Morty do futuro, você  se pergunta? Simples, foi um soco de feliz natal do Rick por toda a lambança que o Morty criou!

Bom, agora a série entra num intervalo de “mid season” de festas de fim de ano. Nós do Popsfera aguardamos ansiosamente o retorno e que mantenha essa boa pegada dos últimos episódios! Até mais, Popnautas!

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Pai Fader

Pai fader - Um homem de bem com a vida, cheio de espiritualidade, com uma visão holística sobre esse misterioso mundo pop