REBELS – A SÉRIE FEITA POR E PARA QUEM AMA STAR WARS

Eu não esperava muito de Rebels, sinceramente. Apesar da boa série em 3D que foi Clone Wars, eu estava meio que desconfiado. Sim, acho que Clone Wars da Disney foi uma boa série, mas eu meio que tinha uma certa mágoa nérdica, por assim dizer, com relação à Clone Wars em CGI ter “substituído” a espetacular Clone Wars do Genndy Tartakovisky como “Cannon”, o que me criou “restrições” que me impediram de melhor aproveitar a série. Ou seja, pura birra minha de nerd velho.

Mas acredite, amigos. Um cachorro velho ainda pode aprender alguma coisa e repensar opiniões. E foi na insistência de amigos que fui assistir Rebels.

Arte de Star Wars Rebels

Foi então que percebi o belo trabalho que estavam fazendo ali. E que dava continuidade à boa história que começou lá atrás na, pela minha relegada e evitada, Clone Wars.

E ai eu vi que além de birrento eu era burro. Porque quem estava fazendo ambas as séries visivelmente o fazia com o amor e respeito que esperamos que tenham por aquilo do qual nós gostamos.

O plot de Rebels é simples: Um grupo de excluídos, cerca de 05 anos antes dos eventos de “Uma Nova Esperança”, se une para lutar contra o Império e, a bordo da nave Ghost, fazem o que podem para ajudar àqueles que lutam contra a tirania. Simples? Sim, mas a mágica aqui está nos detalhes e os detalhes começam, como toda boa história, na alma de seus personagens.

O jovem Erza Bridger

Erza Bridger, um jovem adolescente, órfão, um ladino, que rouba para sobreviver e com uma grande ligação com a Força. Acaba encontrando a figura paterna no ex-padawan Kanan Jarrus, que inicialmente esconde o seu passado desde a terrível ordem 66. Para depois abraçá-lo. Kanan se torna mestre ao acolher Erza e guiá-lo pelos caminhos da Força. E Bridger sai de seu egoísmo e abraça a causa Jedi, sendo o padawan que todo mestre gostaria de ter. Eles se completam, eles se apoiam e juntos com a piloto da nave Hera, a Mandaloriana Sabine, do Zeb um Lasat e o C1-10P, um dróide feito de peças de reposição, piradinho e rabugento, formam um núcleo familiar. A família que a força guiou para que Erza viesse a encontrar seu verdadeiro caminho.

Princesa Leia, também participa de Rebels

Fica muito difícil resumir as quatro ótimas temporadas da série em uma única resenha. Cada temporada trouxe, além de novos elementos para a mitologia de Star Wars, uma nova roupagem para antigos personagens. Seja da trilogia original como a princesa Leia ou Darth Vader, seja de Clone Wars como Asoka Tano, ou da segunda trilogia, como Darth Maul e até mesmo a grata surpresa de visitar a trilogia Thrawn e trazer o grande almirante de pele azul para o universo atual.

Como disse, é uma série de momentos. E que momentos!

Como Ezra indo ao templo Jedi, sendo iniciado como padawan e recebendo seu cristal kyber com o auxilo de um velho mestre orelhudo que fala de trás para frente.

Ou ainda o mesmo Ezra recebendo ajuda de sua família, cada um fornecendo o que tinha, para ele construir seu sabre de luz.

Dos seus encontros com Vader e com a princesa Leia.

Ezra encontra até mesmo Darth Maul

Do seu encontro com Maul, esse outro grande personagem na série, como esse tentou corromper Ezra e como ele covardemente cega Kanan.

Como Kanan reaprende a “ver” através do apoio de Bendu, um antigo ser sensitivo à Força, que também teve momentos importantes guiando Ezra e Ashoka, os ensinando a como ir além e a sentir o mundo que os cerca.

Obin-Wan faz participação na animação

O encontro de Ezra com Obi-Wan e por conseguinte ao acerto de contas num duelo de sabre de luz ao luar de Tatooine entre Maul e Kenobi.

O confronto de Ashoka com seu mestre

Ashoka e toda a sua importância para Ezra e Kanan; a luta de Ashoka com seu mestre, Anakin, agora como Vader. Quando Anakin, por um mísero instante, a chama pelo nome, com sua máscara rachada, reacendendo o carinho que Ashoka tinha pelo seu professor, agora um Lord Sith.

O grito de desespero de Ezra, ao ver Ashoka se sacrificar. E depois, mais para o final da série, a alegria de Ezra por resgatá-la.

O amor de Kanan por Hera

O amor de Kanan por Hera, o seu sacrifício final, usando a Força para impedir que as chamas atinjam ela e Ezra. E através de estar em sintonia com a Força, ganhar novamente o dom da visão e poder ver seu amor pela última vez.

Thrawn

O sacrifício de Erza em seu confronto final com Thrawn, jogando ambos em direção ao desconhecido.

Sabine e seu crescimento no decorrer da série

O crescimento de Sabine como pessoa, como personagem e o lindo epílogo narrado por ela, mostrando o que aconteceu com os membros da equipe após a batalha de Endor e que, sim, talvez podemos ter mais de rebels no futuro, pois Erza está por ai, em algum lugar e sua família não pretende desistir dele.

Pois então, isso é Rebels. Uma bela estória com grandes momentos que só faz enriquecer o universo Star Wars. Não sejam burros como eu, meus amigos e assistam essa pérola. Ah, e caso tenham sido mais espertos, revejam. Vale a pena revisitar algo que é feito com amor.

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Pai Fader

Pai fader - Um homem de bem com a vida, cheio de espiritualidade, com uma visão holística sobre esse misterioso mundo pop