Quarentena Musical do Popsfera – [Dia 14 e 15] Black Flag – My War / Slip It In

Olá amigos, voltamos e hoje em dose dupla para compensar a ausência em um dia dessa semana do quadro da nossa Quarentena Musical Popsfera.

E hoje vamos falar de uma banda que mudou o significado do hardcore punk para sempre, em dois discos que colocaram o hardcore em outro patamar definitivamente, dois clássicos atemporais. Na coluna de hoje falaremos de Black Flag, em duas obras especiais: “My War” e “Slip It In”.

O Black Flag é uma banda formada em 1976 na Califórnia e desde seu surgimento tiveram inúmeras formações, sendo a mais famosa e celebrada com Henry Rollins nos vocais.

Os dois discos foram lançados em um curto período de tempo, “My War” em dezembro de 1983 e “Slip It In” em dezembro de 1984 (ambos pela SST). São dois discos muito famosos e condecorados entre os fãs de música pesada.

Em “My War” temos a representação mais importante de um lado de um disco na história do hardcore punk. O lado “B” de “My War” é o começo (ou o fim) de muita coisa no mundo do rock. Nada contra o ótimo lado “A” que tem músicas como a tensa e agressiva “My War”, a energética “Can’t Decide” e a romântica (?) “I Love You”. Essas canções são ótimas e muito mais próximas do disco anterior “Damaged” que é um clássico incontestável; o fato é que o lado “B” de “My War” é o lado em que a banda experimenta muito, e isso o torna especial.

Em 3 petardos “Nothing Left Inside”, “Three Nights”e “Scream” que compõem o lado “B” em sua totalidade, temos uma banda que iria introduzir elementos inéditos no hardcore, é como se Black Sabbath tivesse feito um disco de hardcore; a banda coloca todo o peso, cadência e elementos de metal, barulho e violência nas letras e riffs que iriam muito além do que havia sido feito até o momento.

O disco “My War” é um disco especial, crucial para surgimento do grunge (era um dos discos de grande influência para Kurt Cobain e os caras do Melvins por exemplo) e mostra que a banda estava compondo muito, principalmente com os riffs incríveis de Greg Ginn e a batera sempre especial de Bill Stevenson (que é membro do Descendents). O disco estará sempre na lista de grandes álbuns de todos os tempos do rock e toda coleção de todo roqueiro deveria ter essa obra ali, pra ser ouvida e ouvida.

Em seguida ao cultuado disco, vem “Slip It In” que é polêmico desde sua capa com a freira sendo amparada por uma perna peluda e em suas letras como na faixa “Slip It In” onde é insinuado sexo.

O disco é uma continuação do que foi feito em “My War” com composições bem elaboradas, criativas e diversificadas. Muitos consideram o disco mais variado da banda, com músicas muito bem executadas, com destaque para os riffs insanos e pontuais de Ginn, um show à parte. O disco marca a entrada de Kira Roessler no baixo, adição fundamental para a banda com uma mulher tocando muito seu instrumento.

Em “Slip It In” os destaques vão para “Black Coffee”, “Wound Up”, a própria “Slip It In” e a faixa instrumental suja e brutal “Obliteration”.

O disco é correto e totalmente atual, impressionante como muito da sujeira musical bem executada por Greg Ginn aqui soou nos anos 90 de uma forma muito contundente. Outro grande mérito desse disco é navegar entre os fãs da banda que curtiam seus primeiros discos mais hardcore, mas não abandonando os fãs da fase mais experimental da banda. “Slip It In” é genial!

Você pode ouvir os dois discos nas principais plataformas digitais. Ouça sem moderação, esses clássicos merecem!

Caso queiram adquirir o disco “My War”, obrigatório em sua essência, ele é vendido na Amazon BR:

https://www.amazon.com.br/War-Disco-Vinil-BLACK-FLAG/dp/B000000LZN

E amanhã , outro disco super massa para ouvir! PMA!

Avalie a matéria

Renan Rennxxx

Fã incondicional de quadrinhos dos anos 90 (maior década), colecionador de quadrinhos, LPs e Straight Edge desde 1987. Gibis no acrílico, pizza e Anaheim Ducks são outras paixões. PMA sempre!