Farofa de Domingo #001: Def Leppard – High’n’Dry (1981)!

Para muitos, tudo começou aqui. Naqueles dias em que rock vivia o vácuo deixado pelo “fim” de bandas como Led Zepellin, Black Sabbath e Deep Purple, em que perdia ouvintes para a disco music, o movimento punk e o pop new wave, em que o metal sobrevivia em uma posição apenas coadjuvante e se recusava a morrer na Inglaterra. Dias em que bandas como o Judas Priest e o Iron Maiden, além da popularidade do AC/DC, ainda mantinham o gênero vivo, principalmente na cena inglesa.

Se por um lado o metal inglês do início dos anos 80 era puramente masculino e sombrio, com suas roupas de couro, pregos e letras aterrorizantes, na Califórnia uma banda chamada Van Halen despontava e mostrava que também era possível fazer um metal diferente, mais iluminado, mais sorridente e aberto para as garotas da época.

Nesse cenário, uma banda de garotos ingleses busca seu lugar ao sol no universo do metal. O relativo sucesso de seu álbum de estreia, lançado no ano anterior, lhes deu a chance de abrir shows de gente grande como Ozzy Osbourne e AC/DC, além da oportunidade de conhecer de perto um produtor que viria a se tornar uma lenda na indústria da música: Robert “Mutt” Lange.

Mutt Lange percebeu que aqueles garotos queriam sucesso e popularidade e aceitariam enveredar por um caminho novo, onde o metal inglês, com seu visual de couro e baterias marcantes, poderia se unir perfeitamente aos alegres solos de guitarra californianos falando de garotas, bebidas, farras e sorrisos. E mais, enxergou que aqueles garotos ingleses, bonitos e sorridentes, se destacariam comercialmente na nova forma de consumo de música: os vídeos da MTV.

“High’n’ Dry”, o segundo álbum do Def Leppard e o primeiro da banda com Mutt Lange, foi um sucesso assim que o primeiro vídeo foi ao ar. As mulheres invadiram os shows da banda para ver aqueles músicos bonitões em suas calças apertadas, dançando e falando de amor e sexo, marmanjos queriam estar onde as mulheres e bebidas estavam e eram surpreendidos pelo peso das melodias, as músicas eram cada vez mais pedidas nas rádios dando origem à maior e mais glamourosa vertente da história da música. Nascia assim o “hair metal”, ou “o glam metal dos anos 80”, ou “rock de arena” (com seus refrões que faziam a multidão cantar junto) ou como chamaremos daqui por diante…o ROCK FAROFA!

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