Ele é fofo! Ele é gigante! Ele é mortal! Conheça BEEBO, o ser mais “cuti-cuti” do Arrowverso!

Olar, popnauta! Como vai? Sei que você, que estava lá, no seu sofá, assistindo vidrado o final do crossover “Crisis” do Canal Warner, pode ter ficado “chocado” com uma certa “surpresa” que os roteiristas deixaram para o “gran finale”! Pois eis que de repente, não mais que de repente, depois de uma terrível luta para derrotar o Antimonitor e fazer renascer o Multiverso, surgiu, do nada, uma criatura azul gigante, felpuda como um cruzamento de um gremlin com um muppet baby, de fala dócil e infantil, aterrorizando nossos heróis em plena National City na nova Terra Prime!

E então você se pergunta: “Como?” “Onde?” “Por quê?” E, principalmente, “o que diabos os roteiristas estavam usando para criar aquilo?” e “Por que diabos o Ray Palmer parou para tirar uma selfie com o bicho?” Pois amigos, a resposta que você tanto procura não está no seriado Arrow, nem em Flash e muito menos em Supergirl ou Batwoman! A explicação está na série mais insólita, sem noção e divertida do Arrowverso: Legends of Tomorrow!

Foi lá onde tudo começou, popnauta! No já clássico nono episódio da terceira temporada, “Beebo the God of War”, encontramos o jovem professor Martin Stein, na Central City de 1992, lutando para comprar o brinquedo do momento para sua filha no Hanukkah: o simpático Beebo! Graças a seu Q.I. acima da média e habilidade notável com um arco e flecha de brinquedo, Stein consegue o último exemplar. Porém, ao fugir de uma horda ensandecida de pais e mães desesperados pelo boneco de pelúcia, Stein acaba caindo num portal temporal, que o leva para Vinlândia, em 1000 A.C. Onde ele é atacado por um grupo de vikings.

Isso cria um anacronismo temporal, com os Vikings passando a cultuar Beebo como deus da guerra e levando a América do Norte a ser colonizada pelo povo nórdico. A equipe de Legends, ao constatar a incongruência, volta ao passado para corrigir o distúrbio, gerando as situações mais estapafúrdias possíveis, com direito a Beebo sendo torrado pelo Onda Térmica e ressuscitando ao terceiro dia, com o poder de voar e ascender aos céus, não sem antes proferir um lindo discurso sobre Jesus, ciência, evolução e mudança climática (sim, tudo isso no mesmo discurso!), cortesia de Ray Palmer, o Átomo, que através de um novo boneco Beebo, realizou uma catequese misturada com telecurso segundo grau e convenceu os vikings a não seguirem com a conquista da América. 

Bom, mas se fosse só isso seria muito pouco, meus amigos! Beebo tinha que voltar! E para alegria dos fãs de Legends, ele retorna triunfalmente no último episódio da terceira temporada: “The Good, the Bad, and the Cuddly”. E que episódio, amigos! Os redatores da série visivelmente chutaram o pau da barraca e meteram todos os anacronismos temporais possíveis, com direito a equipe de Legends presa no Velho Oeste, junto com Jonah Hex e Helena de Tróia, lutando contra o terrível demônio Malthus e sua horda de pistoleiros, piratas e centuriões romanos! Vendo que a derrota seria iminente, nossos heróis não tiveram escolha: juntaram suas mãos e usaram os amuletos mágicos de Zambeze (os macguffins da terceira temporada) para unir os seus poderes e convocar o Capitão Planeta, digo, o ser de pura bondade para enfrentar o ser infernal: o Beebo gigante! E então, meus amigos, temos uma luta colossal de mecha ursinho carinhoso versus kaiju demoníaco que cospe chamas, com os melhores efeitos especiais que só o Canal Warner é capaz de proporcionar! Uma incrível e descomunal luta de titãs! Com direito a fogo, enxofre, asas e muito enchimento e pelúcia voando pelos ares! Um momento que nenhum fã de Legends of Tomorrow JAMAIS esquecerá, de tanta violência e fofura que presenciaram!

Claro que ainda tivemos alguns “easter eggs” e pequenas aparições de brinquedos Beebo aqui e ali no Arrowverso, mas nada tão relevante quanto seus momentos de glória em Legends. E, quando tudo parecia ter sido esquecido, eis que os produtores e roteiristas da série não poderiam deixar de homenagear essa fofa criatura, no último episódio do maior crossover da história do Canal Warner, no mais puro suco da vitória do fan service!

O mais divertido disso tudo é que a criação de Beebo, na verdade uma paródia do brinquedo “Tickle Me Elmo” que fez um enorme sucesso na década de 90, foi uma ideia dos atores, mais precisamente de Brandon Routh, que admitiu ter sido o “pai da criança” na Fan Expo Vancouver de 2018:

“A ideia foi minha. Não foi ideia (dos roteiristas) de colocar ele no episódio…” – disse Brandon – “… Então ele se transformou, acabou virando o Beebo que todos nós amamos.”Eh meus amigos! Além de tudo, Beebo é filho do filho de Krypton! E por conseguinte neto do Jor-el Marlon Brando!! Com um pedigree desses, fica difícil resistir a tanto charme e fofura acumuladas! “Cuddle me”, Beebo!

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Pai Fader

Pai fader - Um homem de bem com a vida, cheio de espiritualidade, com uma visão holística sobre esse misterioso mundo pop