Darkpopverso apresenta: O QUE ACONTECERIA SE SNYDER TIVESSE ASSUMIDO A MARVEL NOS CINEMAS

Olar queridos popsferianos, estamos aqui nessa semana de alegria esfuziante e muita ansiedade pelo filme do ano: VINGADORES ULTIMATO! O clímax de uma epopeia de 10 anos, na qual a Marvel se consolidou nos cinemas de uma forma que nunca antes se viu no universo pop (muito merecidamente por sinal). Mas enquanto a MARVEL colhe os louros da vitória, a Distinta Concorrência começa a lentamente se reerguer do lodo do fracasso, após anos de atraso e decisões questionáveis… Pois é, é a vida! O que há de se fazer? Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima do Snyder e seguir em frente.

Agora, imaginem, SÓ IMAGINEM, se acontecesse o contrário! E se Zazk Snyder fosse o responsável pelo MCU?

O QUE TERIA ACONTECIDO, NERDS DE DEUS?

Bom, peguem seu saco de vômito e tomem seu antiemetico que vamos voltar lá atrás e fazer um tenebroso esforço de imaginação. Vamos na máquina do tempo do Papai Fader e voltar para 2008. Lembram de 2008? Ano de início do MCU, foi lá que tudo começou com o inesquecível Homem de ferro. Mas como estamos em uma Terra paralela do mal, aqui a coisa desandou logo no início, pois nesta Terra maléfica o Kevin Feige NÃO NASCEU e Joe Quesada e a Marvel resolveram entregar as chaves da armadura para o jovem e vistoso galã de padoca, Zack Snyder. Considerando que estamos em 2008, o rapaz já teria feito sua grande obra: 300, e estaria na crista da onda e, justamente pela sua fidelidade e pelo seu cuidado visual, acabou sendo convidado para iniciar o projeto da Marvel nos cinemas (Ironicamente, nesse Universo Paralelo Snyder não fez Watchmen nos cinemas, que seria anos mais tarde adaptados por dois diretores desconhecidos, chamados de Irmãos Russo).

Snyder, usando toda sua capacidade criativa e visão ÚNICA do universo dos super heróis, faria um mergulho profundo na psique do personagem Anthony Stark e em toda sua problemática. E é aí que mora o problema. O Tony Stark dos cinemas foi literalmente uma recriação de nosso amigo Robert Downey Jr, que pegou um personagem praticamente desconhecido do grande público, empregou sua personalidade e criou um ícone, um gênio, playboy, filantropo e trollador. O lado playboy, meio James Bond sempre existiu em Homem de Ferro, mas o lado brincalhão, moleque, piadista… esse não existia no personagem (muito pelo contrário).

Tudo isso foi trazido por Downey, com seu incrível talento de improvisação, juntamente com a competente direção de Jon Favreau. Já Snyder, é tudo menos improviso, não sei se vocês perceberam, mas 300 é uma transição fidedigna quadro a quadro das páginas dos quadrinhos de Frank Miller, assim como Watchmen, excetuando uma discreta – e interessante – modificação no final definido por Alan Moore.

Neste projeto da Marvel, Snyder iria literalmente fazer um copy / paste do Tony Stark dos quadrinhos, o galã, inteligente, porém pedante, chato, arrogante e zero brincalhão. O Tony “original” é sério e focado, então a alegria e jovialidade que o Downey trouxe ao personagem jamais existiriam nesta Era Snyder.

Iron man de Artozi do devianart

Para falar a verdade, é bem provável que por diferenças criativas (e de talento) jamais tivéssemos essa dupla, e o bom Robert JAMAIS se tornaria o Tony Stark sob a batuta de Zack Snyder.

Aí vocês me perguntam: QUEM DIABOS ENTRARIA NESSA BARCA FURADA DE FAZER UM RICO, PLAYBOY, TRAUMATIZADO, GÊNIO, COM ARMADURA E BUNGINGAS TECNOLOGICAS PARA COMBATER O CRIME tendo Zack Snyder na direção? Quem? Quem?

SIM! Só quem já interpretou um cego lutando com a futura namorada ninja em um parquinho com guris de 5 anos olhando assustados poderia embarcar em mais uma furada! Ladies and gentleman aplaudam Ben Affleck, o Homem de Ferro!

(Vocês já perceberam que estamos indo para o fundo do buraco né? Só que aqui o buraco não tem fundos, caro popnauta!)

A soma de Snyder e Bem Affleck (nessa época casado com Jeniifer Gardner, que assumiria o papel de Pepper Potts) seria a dupla de latão para o universo Darkmetalmarvel. Snyder, com sua visão pesada e sofrida iria explorar os dramas do Homem de Ferro até que o filme se tornasse um lamento insuportável, dark e veromíssivel.

O primeiro ato traria a infância e adolescência do menino rebelde e suas rusgas com o velho Howard (interpretado por um Kevin Costner em toque de caixa), que estaria sempre maldizendo e reduzindo o rapaz, até o momento que o Howard morre com a esposa (Diane Lane, em uma ponta de luxo) em um acidente de carro (filmado dos mais variados ângulos possíveis, em câmera lenta e repetido em inúmeros flashbacks de um traumatizado Stark), levando o jovem Tony a internações por abuso de drogas, álcool, rebeldia juvenil, etc, etc (Na Snyder´s Cut, extendida, teríamos o dele em um sanatório, e seu processo traumático de recuperação, com cenas de fazer corar a saga Demônio na Garrafa.

Montagem retirada do devianart

Depois dessa, digamos, introdução, com a luta, perseverança e recaídas no álcool e drogas, Tony decide se reerguer e recuperar sua empresa. Empresa que só sobreviveria até hoje graças ao hercúleo trabalho do verdadeiro mocinho do filme, Obadiah Stane (em uma inspirada interpretação de Michael Shannon), que sacrificaria tudo, mesmo tendo que usar métodos pouco ortodoxos, em prol de Kripton, DIGO, das Indústrias Stark.

Tony “Cachaça” Afleck, espelhando sua natureza externa na bebida

O segundo ato já traria o Stark adulto de Affleck, beberrão e fazendo merda em cima de merda (quem diria que Affleck também traria sua personalidade ao personagem, afinal), como entrar em reuniões do Conselho das Indústrias Stark completamente bêbado. Stane, como um antagonista íntegro e visando antes de tudo o futuro da empresa, opta por armar um sequestro após uma demonstração de armamentos no Afeganistão de um, mais uma vez, extremamente alcoolizado Stark (Affleck passaria mais tempo na tela bêbado do que sóbrio e, por isso, posteriormente diriam que esse foi “o melhor papel da sua carreira”).

Obviamente, uma bomba explode e ele fica terrivelmente ferido, com fragmentos da granada dentro do coração. Teríamos o bom doutor Yensen para ajudá-lo no cativeiro, interpretado por um Russel Crowe gordo e em mais um exemplo do whitewashing de Hollywood.  

Veríamos em detalhes toda a cirurgia, com cortes sem anestesia, gritos de dor do Stark em câmera lenta, além de seu terrível processo de recuperação, carregando uma enorme placa peitoral desde o início. Aqui não teríamos um reator ARK bonitinho e brilhante no peito não! Teríamos sim uma enorme e pesada placa peitoral, no maior estilo dos quadrinhos originais do herói, com enormes limitações para se mover, cenas de dor, luta e superação.

Uma armadura completamente funcional na visao snyderniana

Depois de tanta dor e sofrimento, Stark conseguiria construir sua armadura, com a placa peitoral presa pesadamente ao seu corpo. Esqueçam de Adi Granov e seus designs elegantes, aqui teríamos a armadura ORIGINAL mesmo, parecendo uma geladeira velha, com o Homem de Ferro destruindo tudo em sua fuga, e acabando por matar o Doutor Yensen carbonizado, em um acidente com o lança chamas do protótipo Mark1, trazendo mais culpa e remorso para Stark.

Depois de toda essa alegria nas telas, com uso de paletas de cores explorando todos os cinquenta tons de cinza, nosso amigo Stark voltaria a civilização, agora ajudado por seu companheiro e amigo, o Coronel Rhodes (Laurence Fishburne, pagando contas), que o ajudaria nas adaptações para sobreviver com a pesada placa peitoral no dia a dia e na evolução lenta e pesada da armadura do Homem de Ferro (que mais pareceria um tanque de ferro, de tão pesada, grossa e rude que seria, literalmente um steampunk gótico).

No terceiro ato, vendo que o Stark voltara e insistia em fazer merda bêbado, arrasando com as ações da empresa no processo, o pobre Stane enlouqueceria, e teríamos nosso momento Dragonball, com dois pesados mechas se digladiando e destruindo não só as indústrias Stark, como a cidade ao redor e seus moradores, no maior genocídio já visto na história do recém-nascido universo Marvel dos cinemas.

Finalmente, com o inimigo caído diante do reator de Anti Matéria das Indústrias Stark, Stane retiraria seu capacete e imploraria “Não destrua o reator. Vai matar todo mundo na fábrica e vai destruir o legado do seu pai”. Ao que Stark, imponente, olharia para o reator, olharia para Stane e diria “As Indústrias Stark tiveram sua chance”, enquanto disparava um raio repulsor no reator, explodindo tudo!

Stane, completamente descontrolado com isso, tentaria atacar Star, que seria obrigado a decapitar o seu pescoço com uma serra retrátil saída da armadura. Após isso, numa cena tocante, ele beijaria sua amada Pepper, enquanto a cabeça de Stane rolaria em direção ao espectador, mais uma vez em câmera lenta.

Nosso Antony Affleck, sendo sábio como sempre

Na coletiva de imprensa, com os jornalistas questionando o sangue derramado, os milhares de feridos e as famílias em desespero com a cidade destruída e as Indústrias Stark em frangalhos, Antony Affleck lembraria do seu pai e seus sábios conselhos e NÃO revelaria sua identidade, colocando a no estagiário, agora seu novo segurança, o Homem de Ferro.

A cena pós crédito traria Stark sozinho, em um quarto escuro, chorando, com uma garrafa de whisky na mão, admirando o elmo amassado da armadura.

O filme seria um mega fracasso de crítica e público, porém Snyder seria apoiado por uma legião de fãs xiitas e, sem Kevin Feige, para impedir, ele continuaria com sua visão para o universo cinematográfico da Marvel, realizando seu segundo filme: Guerra Civil.

Não teríamos desenvolvimento de personagens, filme de introdução do Capitão América (que não teria uniforme e nem escudo, seria apenas um Super Soldado do Exército), do Thor e nem uma sequência de Homem de Ferro, pois para Snyder isso seria algo fútil e desnecessário.

(A Marvel tentou fazer uma versão de Guardiões da Galáxia dirigida por David Ayer, mas o filme teve muitos problemas de edição e ficou uma bagunça, com o único saldo positivo de ter trazido Margot Robbie como Gamora).

Capitão America amargurado interpretado por Brad Pitt

O filme seria uma sucessão de lutas sem sentido, com o Capitão América vestindo uma versão de armadura para ser capaz de enfrentar o Homem de Ferro, em uma briga sem sentido pela posse do cubo cósmico (Que não teria qualquer relação com as Jóias do Infinito, pois esse é um conceito muito idiota para o Snyder). Capitão América seria interpretado por Brad Pitt, numa tentativa desesperada de melhorar o filme e agregar público. Porém, acabaria por se provar um fracasso ainda maior, considerando o Caveira Vermelha comicamente interpretado por um afetado Jim Carrey, com direito a piada de jarro de mijo num centro de concentração.

Por outro lado, as participações especiais de Thor (interpretado por Jason Momoa de peruca loira) e Viúva Negra (Gal Gadot, usando uma armadura de combate, pois o macacão de lycra ficaria ridículo nela) trouxeram um pouco de luz e esperança a essa conturbada produção.

Na derradeira luta final, com o Capitão América finalmente derrotado sob os pés do Homem de Ferro, ele suplicaria entre dentes “Por… Favor… Salve… a… Peggy”, fazendo com que Stark interrompesse a luta, dizendo, “Mas, mas… Esse era o nome da minha babá!”.  

Hulk cinzo, num misto de Hulk e Apocalipse seria um grande sucesso

Stark perceberia, com essa simples frase, que seu oponente era apenas um ser humano, e uniriam forças para enfrentar o Hulk cinza, que descontroladamente destruiria toda a Times Square, enquanto devorava civis inocentes.

O Capitão acabava sendo morto pelo Hulk nessa batalha, sacrificando-se para salvar Stark (que passara o filme todo tentando mata-lo).

Para ganhar tempo e dinheiro, a Marvel tinha deixado que Snyder filmasse OS VINGADORES ao mesmo tempo que Guerra Civil, porém a avalanche de críticas negativas no lançamento do filme fez finalmente que a Marvel tomasse uma atitude, despedindo Snyder e chamando às pressas Joss Whedon para tentar salvar o filme da super equipe.

Whedon, vindo dos imensos sucessos de bilheteira Liga da Justiça e Liga da Justiça: A Era de Brainiac, fez o que pôde para salvar o filme, mas nem seu talento e sua visão foi o suficiente para evitar o fracasso.

Whedon teve que fazer muitas refilmagens para tentar salvar o filme, mas Affleck estava comprometido com outro filme (a nova versão de James Bond) e o estúdio teve que gastar milhares de dólares para inserir um cavanhaque digitalmente na pós produção, elevando o orçamento e apresentando um resultado extremamente amador, além do vilão principal do filme, Corvus Glaive, não ter impactado ninguém, já que era feito totalmente em CGI e ninguém conhecia o personagem.

Depois disso, amiguinhos… foi ladeira abaixo. A Marvel só foi respirar um pouco mais aliviada MUITOS anos depois, com o inesperado sucesso do filme solo de Thor, dirigido por James Wan com um inspirado Momoa e de Miracleman, interpretado por Chris Evans, que ensinou que a palavra mágica podia fazer dinheiro (apesar de trazer uma aparição do Homem de Ferro, mas sem mostrar o rosto, porque o Affleck já tinha desistido, a essa altura), enquanto a concorrente se preparava para trazer as telas o filme espetáculo CRISE NAS INFINITAS TERRAS, culminando uma preparação de uma década, com mais de vinte filmes diferentes.

É isso popdecenautas… E o que aprendemos nessa história imaginária? Basicamente que pimenta nos olhos dos outros é colírio, e que nem todos os Whedons do Multiverso são suficientes para resolver as cagadas de um Snyder.

Beijos no coração!

Avalie a matéria

Pai Fader

Pai fader - Um homem de bem com a vida, cheio de espiritualidade, com uma visão holística sobre esse misterioso mundo pop