Confira a proposta de Gerard Way para o Batman!

Essa é a história de uma daquelas propostas que, por algum motivo, jamais chega ao público. Seja pelo tom extramente exagerado, ou por ter uma visão tão perturbada que pode afetar o fandom do personagem – ou até mesmo questões burocráticas e legais, a verdade é que muitos projetos nunca chegam a ver a luz do dia – como o Doutor Estranho de Roger Stern e Frank Miller, ou o Crepúsculo dos Super-Heróis, de Alan Moore, entre os mais famosos. Pois bem: por volta de 2008, antes do reboot estabelecidos pelos Novos 52, o escritor Gerard Way propôs a DC Comics uma minissérie do Batman que fugiria de todos os padrões conhecidos do personagem.

A minissérie seria intitulada Batman: Kingdom of the Mad e provavelmente seria inesquecível – para o bem ou para o mal. A história foi aprovada pela DC Comics mas, por conta da agenda apertada de Way com sua banda My Chemical Romance, não foi finalizada. Há ainda uma controvérsia em torno do selo em que seria publicada: ao invés de ser um “elseworld”, uma história no formato “túnel do tempo”, ela sairia pela Vertigo – mesmo a DC demonstrando resistência em colocar seus principais personagens sob a linha adulta.

No entanto, em 2013, Way publicou em seu twitter as artes desta proposta, que causou um grande reboliço na rede. Ele não apenas revelou um novo design do Batman, mas também forneceu novos visuais para vários outros personagens do universo do morcego, tais como, Robin, Coringa, Duas Caras, Pinguim, Charada e Sr. Frio. Como teria sido este Batman?

Arte de Gerard Way para Batman: Kingdom of the Mad

Bruce Wayne teria enlouquecido instantaneamente com o trauma da morte de seus pais, acreditando ser um morcego de verdade e sendo internado no Asilo Arkham. Os desenhos em sua capa seriam um mapa desenhado pelo próprio Bruce, detalhando um mundo de sua própria criação, um reino de sua própria psiquê insana – ou sua versão do Paraíso. A fuga para este reino, o “reino do louco” do título, poderia ser tanto metafórica quanto literal – difícil dizer ao certo, já que, nessa versão, ele comeria ratos e alegaria ter poderes como percepção extra-sensorial e clarividência – a história não deixaria claro o quanto isso seria fruto de sua imaginação.

O estilo específico e a estética dos personagens utilizado por Gerard Way, especialmente com Batman, parece que se encaixariam perfeitamente na história que pretendia contar. A mini teria seis edições, com cada título composto de uma única palavra. A primeira se chamaria “Rats”.

Um jovem Bruce que cresce num hospício
Duas Caras
Sr. Frio
Coringa
Robin
Pinguim
Charada

Quem sabe um dia a DC Comics não volte e peça a Way para terminar o projeto. Seria a chance dos fãs poderem finalmente ver Kingdom of the Mad em toda a sua glória. Esta certamente é uma possibilidade real, já que a DC Comics Collectibles pareceu gostar tanto da versão do Batman de Way que fizeram estátuas desta proposta cancelada para sua linha Black and White.

Tankei essas estatuas heim
Coringa bem lôco

E você prezado leitor, teria gostado desta versão inusitada e surpreendente do Batman? Nos dê sua opinião.

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Puyol Miranda

Uma simples testemunha da humanidade, que presencia todos os dias as grandes maravilhas de Deus. Além de presenciar o mais lindo momento de uma etapa de crescimento, me tornar pai. Sou analista de ti, leitor de quadrinhos, decenauta convicto e amante da tecnologia.