Clone Saga Forever! Os melhores Control+C, Control+V dos quadrinhos

Olar, querido amiguinho popsferiano! Tudo bem? Por aqui está tudo tranquilo, trabalhando muito, muitas pautas (eu disse PAUTAS, seu mente suja). Estava aqui confabulando com meus botões, vendo velhos formatinhos da inesquecível e ardente Saga do Clone e pensei: Pois é, rapaz! Tai uma matéria boa para o portal nerd que mais cresce no país! É aquele negócio, nem sempre se pode ter o original, então uma xerox bem-feita pode dar conta do recado.

Ben seria o clone que virou original? Ou o original que virou clone

Começando, é claro, por ele! O clone favorito de 10 entre 10 marvetes, o escalador de paredes que quase (Eu digo quase) substituiu o nosso Peter! O segundo (ou 3, 4, 5, sei lá, o Chacal é maluco, véio) e insubstituível Ben Reilly, o Aranha Escarlate que vale! Com sua roupinha cool e descolada, blusa rasgada, teias de impacto e outras bugigangas, veio na sede dos anos 90 de substituir heróis velhos e cansados de guerra por cópias cheias de vida e loucas para dar porrada. Não sei se vocês lembram (ou leram) mas o Ben chegou mesmo a substituir o Parker, assumindo o que alguns (coff, coff, FURY, coff, coff) dizem ter sido a melhor versão alternativa do uniforme do Aranha.  Com Mary Jane grávida, Peter decide pendurar as teias e deixar o Ben de forma definitiva no seu lugar, mas infelizmente a Marvel tentou a jogada esperta de dizer que o Peter que acompanhamos e amamos era uma CÓPIA, enquanto o Ben seria o original o TEMPO TODO e, por obviamente serem iguais, teria sido “substituído“. Isso vazou, deu um quiproquó dos Infernos (e em uma época que nem existiam internet ainda) e claro que no final essa maluquice não colou, Peter voltou para dar porrada em um Osborn ressuscitado e o Ben virou purpurina (literalmente).

(Nota do Revisor: Pelo menos o Ben Reilly JAMAIS faria um pacto com Mefisto)

Mas o Ben mandou bem (liga o prassômetro que essa foi triste) e criou uma legião de fãs que até hoje guardam carinho dele (e não do Kaine, Marvel! Kaine Aranha Escarlate não, Marvel!). Existe inclusive uma lenda urbana de que existe pelo menos UM SER HUMANO no mundo que chegou até mesmo a TATUAR o Aranha Reilly nas costas.

Pois é, nesse mundo cheio de cópias que é a Marvel, basta dar um passeio em Winchester, visitar a mansão do careca com a maior herança da historia dos gibis que você vai até perder a conta de quantos clones você vai encontrar…

Ser mutante na Marvel deveria dar direito ao cara de fazer um documento por escrito permitindo ou não ser clonado (tipo doador de órgãos). A empresa do Essex deve lucrar horrores nesse universo, pois material é o que não falta por lá.

Acho que o mais sofrido de tanto clone são os Summers (ou quem se envolve com eles), na época da Fênix Negra, acreditou-se que a Jean teria virado cinzas na zona azul da lua, o pobre quatro zóio de quartzorubi estava em uma fossa desgraçada, até que um dia, num milagre divino, apareceu uma pessoa idêntica a sua amada (que coincidência, né), chamada Madelyne Pryor, geneticamente forjada por um Sr. Sinistro que não tinha mais o que fazer do que querer um mutante perfeito, e acabou caindo de paraquedas na vida do zaroio dos zóios flamejantes.

Conversa vai, conversa vem, eles se casam e tem um filho. Só que esse simpático menino, que seria a arma do Senhor Sinistro contra o Apocalipse, foi infectado pelo vírus tecnôrganico pelo titio Apoca. Vendo que o filho iria morrer, o sempre atencioso pai de família Scott Summers optou por entrega-lo a uma ordem de birutas do futuro que levaram o bebê para ser tratado por lá (coisa bem comum de acontecer numa revista X), lá chegando, viram que o estrago do vírus já estava pesado, ai tiveram a brilhante ideia de fazer o que? O que, vocês se perguntam? UM NOVO CLONE, ÓBVIO! Porque se o pobre infante morresse, teriam outro para enfrentar o Apocalipse do futuro (nem eu escreveria algo pior, e olha que eu imaginei o Adam Sandler no MCU), obviamente esse clone cai nas mãos do Apocalipse, fica lelé da cuca, e vira um vilão motherfucker , o Conflyto!

Legal né! Mas não para por aí! Se um Cable é bom, dois é ótimo, porque diabos não fazer um terceiro? Com essa brilhante ideia, e usando o mote de realidade paralela de mundo pós apocalíptico, pelas mãos, mais uma vez, do Senhor Sinistro, surge um clone do Cable de uma realidade paralela (Sim, é pra acabar com qualquer linha de lógica nessa porra), o poderosíssimo Nathan Grey, o X-Man! (100% livre de vírus tecnorganico).

É mole ou quer mais?

Ah, e quanto a pobre Madelyne? Bem, depois da trágica perda de seu filho (ela não tinha como saber se ele viveu ou morreu no futuro), acabou sendo simplesmente ABANDONADA pelo Ciclope, no SEGUNDO que ele descobriu que a Jean Grey original tinha ressuscitado (na verdade, ela nunca esteve morta, mas isso é papo para outra hora).

Enlouquecida pelo ódio, chifre e desespero das repetidas perdas, ela fez um pacto com entidades demoníacas e se tornou a Rainha dos Duendes, mas acabou exterminada pela Jean Grey original.

Chamam isso de “Terça Feira” na franquia X.

Ah, ia esquecendo do nosso canadense favorito (não, não é o Pigmeu), o rapaz com adamantium no corpo, Wolverine. Claro que um Wolverine já dá lucro para a Marvel, então por que não clona-lo? Né? Mais aí ia ficar muito na cara, já teve muita clonagem em Winchester…. Ah, já sei! Sim, vamos clona-lo, mas dessa vez seremos originais! Vamos mudar um cromossomozinho aqui e clona-lo como mulher! Assim nasceu a X-23 (porque foi a 23ª tentativa de clonagem, o que significa que tivemos 23 clones possíveis do Logan, puta que pariu, Marvel!).

Apesar da fantástica originalidade, a Xzinha é personagem muito legal, feroz, e adorável, como uma Wolverine adolescente deve ser, e recentemente teve a ótima adição da Gabby, a clone da CLONE do Wolverine, que é uma versão criança da própria X-23 (olha, nem tentem mais entender esse angu)

Bicho, o negócio de clonagem mutante é tão louco, tão louco, que tem um grupo INTEIRO só de personagens clonados! Sim, leitores incrédulos! Das mais uma vez ocupadas mãos do Sr. Sinistro, chegam Os Carrascos! Um grupo bastante prático, pois caso algum dos seus vilões morresse, o Sr. Sinistro ia lá, apertava alguns botões e clonava novamente! Coisa linda de Deus, especialmente considerando que o lado de lá tinha o Wolverine, que usava aquelas garras sem muito critério.

E se na Marvel temos o Sr. Sinistro “máquina de xerox” e o Chacal amigão da vizinhança, a DC tem o Projeto Cadmus, uma fábrica em série de clones decenautas! O irônico aqui é que são os “mocinhos” que são os donos das xerox.

O projeto Cadmus jogou pesado na manipulação genética, tão pesado que copiou seu próprio herói segurança da entidade, O Guardião (que, no fundo, é um herói genérico/cópia do Capitão America da Marvel, sendo então um incrível caso de cópia tanto genética quanto de conceito, porém sem um milésimo do carisma do original).

Como se não bastasse isso, é de lá também que vem a cópia do maior herói da editora, seu próprio Superman, o Kon-el, o Superboy de jaquetinha, herói do povo do Havaí. Mas como o DNA kriptoniano é um pouquinho mais complexo que o da ovelha Dolly, bateram no liquidificador uma amostra de DNA do Superman com o de um doador “anônimo’ cheio de boa vontade, um tal de Lex Luthor, resultando no incrível caso de um ser com dois pais e nenhuma mãe (pobre Lois, deve tá com dor de cabeça até hoje).

E é isso pessoal, esse negócio de clonagem é tão safado que eu podia continuar por horas a fio me copiando, mas é melhor parar por aqui, antes que o editor (e especialmente o revisor), decidam me demitir.

Beijos e beijos, e se for clone, prefiram os naturais, os velhos e bons gêmeos.

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Pai Fader

Pai fader - Um homem de bem com a vida, cheio de espiritualidade, com uma visão holística sobre esse misterioso mundo pop