CLÁSSICO DO DIA : THE WHO – QUADROPHENIA

Das bandas da 1ª geração da british invasion, The Who se distinguia pelo peso, volume e agressividade. Tanto que o DNA musical da banda pode ser rastreado até hoje em grupos de estilos dispares como punk e hard rock. Com seu estilo irrequieto e ferozmente debochado, deram voz ao inconformismo de sua geração. Sob muito aspectos The Who ajudou a criar a cartilha do “modo de ser” do rock, desde a rebeldia ensaiada de quebrar os instrumentos ao fim das apresentações à atitude niilista de uma vida de excessos, quartos de hotel devastados e abuso químico. O Who surgiu na onda “mod”, uma sub-cultura baseada em música beat e R&B, motonetas e anfetaminas, que foi popular na “Swinging London” dos anos 60. Singles como “I Can’t Explain” e “My Generation” tornam o grupo em um dos mais populares do Reino Unido. Psicodelia e o flower power logo substituiriam o mod no gosto popular e o Who se manteve na crista da onda, explorando novas possibilidades sonoras que no devido tempo dariam origem ao conceito de ópera-rock, formato no qual emplacaram os mega-secessos “Tommy” e “Quadrophenia’. Ao longo dos anos 70 o Who seguiu como uma das bandas mais relevantes e musicalmente ambiciosas do panorama do rock. Em 1978 a morte do endiabrado e genial Keith Moon representou um duro golpe e o fim da formação clássica.

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