Clássico do Dia: Rolling Stones – Honky Tonk Women

Em 1960 o jovem Keith Richards encontrou Mick Jagger, um velho amigo dos tempos de escola, em uma estação de trem. Mick levava consigo discos de artistas como Muddy Waters e Chuck Berry. O interesse comum por blues e rock n’ roll fez os dois rapazes reatarem a amizade. Esse encontro fortuito desencadearia uma sucessão de eventos que levaria à formação do colosso musical chamado The Rolling Stones, grupo de números hiperbólicos, com mais de 250 milhões de discos vendidos e 2.000 concertos realizados em uma carreira que atravessa seis décadas. Em um mercado em que modismos musicais são criados e descartados do dia para a noite, o segredo da perenidade dos Stones talvez esteja na admiração sincera e na dedicação com que o grupo se debruçou sobre a música negra norte-americana em suas diversas vertentes, bebendo de uma tradição com raízes profundas no imaginário popular, mas ao mesmo tempo criando seu próprio legado. No início da carreira, eles eram vendidos como os “anti-Beatles”, cultivando cuidadosamente uma imagem de bad boys em contraste com o bom mocismo do grupo de Liverpool. Após uma malfadada experiência com o estilo psicodélico no disco “Their Satanic Majesties Request”, os Stones voltaram com tudo para aquilo que sabem fazer melhor: um rock direto e com um pé na lama fértil do Mississippi. E foi assim que, no final dos anos 60 e início dos 70, atingiriam seu ápice criativo, com álbuns como “Beggar’s Banquet”, “Let It Bleed”, “Sticky Fingers” e “Exile In Main Street” servindo de testamento definitivo da sua importância para a história do rock.

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