Clássico do dia : Deep Purple – Perfect Strangers

Os discos gravados pela primeira formação do Deep Purple tinham uma sonoridade que mesclava psicodelia, progressivo e hard rock, e não obtiveram o sucesso que a banda almejava. Determinados a seguir por uma linha sonora ainda mais pesada, o grupo trocou de vocalista e baixista. A segunda formação, também conhecida como Deep Purple Mark II ou só Mk II, é a mais clássica e geralmente a preferida dos fãs; contava com Ian Paice e Roger Glover na “cozinha”; os vocais cristalinos de Ian Gillan; o virtuosismo clássico de Jon Lord nos teclados e o gênio irascível de Ritchie Blackmore na guitarra. O grupo obtém maior êxito em 1969, com o “Concert for Group And Orchestra”. Inicialmente um trabalho solo de Jon Lord, o projeto é um dos primeiros a unir uma banda de rock a uma orquestra sinfônica. Ritchie Blackmore não fica satisfeito, pois não queria que o Deep Puple ficasse rotulado simplesmente como uma banda que toca com orquestra, formato que interessava a Lord, considerando que tal expediente representava apenas uma jogada de marketing. O guitarrista insistiu para que o grupo gravasse mais um álbum de rock e afirmou que se esse não fosse bem sucedido, concordaria em seguir com o formato de banda e orquestra. O resultado foi o disco “In Rock” de 1970, um sucesso estrondoso. Blackmore ganhou a queda de braço com Jon Lord e nos anos seguintes o Purple lançaria uma série de discos essenciais para o rock pesado. Em 1973 Gillan e Glover deixam a banda, sendo substituídos por David Coverdale e Glenn Hughes. A nova versão do Purple segurou as pontas com dignidade por mais alguns anos. Blackmore saiu do grupo em 1975, sendo substituído por Tommy Bolin. No ano seguinte as tensões causadas pela vida na estrada e o abuso de drogas levaram à separação do grupo. Em 1984 o Purple voltou, reunindo os membros da fase clássica e à despeito de inúmeras modificações em sua composição, segue gravando e se apresentando até hoje.

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