Clássico do Dia: Black Sabbath – Sabbath Bloody Sabbath

Sem menosprezar as contribuições de seus contemporâneos Deep Purple e Led Zeppelin, o Black Sabbath pode ser considerado a principal força criativa responsável pela formatação do heavy metal, ainda que durante muito tempo seus membros tenham rejeitado esse rótulo e se considerado apenas uma banda de rock. Em uma época em que a maioria dos grupos celebrava o Flower Power com canções otimistas e ensolaradas, o Sabbath ia na direção contrária, tentando evocar uma atmosfera de horror com suas músicas soturnas; para isso contava com o peso e a distorção da guitarra de Tony Iommi, a voz distinta e o carisma do amalucado Ozzy Osbourne, o baixo (além da composição da maioria das letras) de Geezer Butler e o senso rítmico particular de Bill Ward. A fórmula atingiu o ponto de perfeição em “Paranoid”, segundo disco do Sabbath, lançado em 1970 e considerado um dos marcos definidores da linguagem do rock pesado. O grupo seguiu lançando álbuns de sucesso pelos anos 70 afora. Entretanto, no final da década o abuso químico começava a cobrar seu peso e as tensões internas aumentavam. Embora todos os integrantes do Sabbath se valessem de drogas e álcool, nas palavras de Tony Iommi: “Ozzy estava em um nível totalmente diferente”. Em 1979, Ozzy é demitido, partindo para uma vitoriosa carreira solo. Ronnie James Dio foi chamado para ser o novo vocalista do Sabbath, iniciando um novo capítulo na trajetória do grupo. Após dois discos com Dio nos vocais, o Sabbath passou por uma série de mudanças de formação, incluindo os vocalistas Ian Gillan, Glenn Hughes, Ray Gillen e Tony Martin, assim como muitos baixistas e bateristas diferentes. Em 1997 a formação clássica se reuniu novamente. Em 4 de fevereiro de 2017, após uma longa turnê de despedida, o Black Sabbath se apresenta pela última vez, com um show na sua cidade natal de Birmingham.

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