Cinema de Quarentena – Crepúsculo

Tem filme que é tão bom, mas TÃO bom, que acaba virando um negócio chato e enfadonho. Filmes do Tom Hanks, por exemplo. Um bom ator, consagrado, e com uma filmografia de respeito. Mas você assiste um filme dele e é aquele negócio tão água à temperatura ambiente, tão café com muito açúcar que fica… um tédio. O fator emocional cai, a despeito de todas as qualidades que o filme possa ter. Não é culpa do Tom Hanks – ele é ótimo. Mas é um ótimo tão ótimo quanto comer salada. É bom pra saúde, mas e aquela picanha?

Ou pelo menos um pouco de vitamina D, né amigo?

Vamos falar de picanha, amigos! De carne mal-passada, pingando sangue! Vamos falar de um filme que dividiu opiniões, um romance que partiu corações e vampiros que brilham no sol! Vamos falar de Crepúsculo, o primeiro de uma trilogia de cinco filmes baseada em quatro livros e pouquíssima afinidade com a matemática!

Os jovens de hoje em dia só pensam em uma coisa (álcool em gel, claro).

Nossa história começa quando a simpática e bela Bella se muda para a cidade de Garfos (Forks, no original), um lugar que fica entre a puta que pariu e a casa do caralho. Enevoada, monótona, pequena, chata mesmo. Ela veio do Arizona, então odeia todo aquele clima de merda e ter que recomeçar seu círculo de amizades, mas tudo muda quando ela conhece Edward Cullen, com seu bronzeado de lagartixa e cabelo cheio de laquê! Encantada com o garoto, ela resolve tomar a iniciativa e há até uma reciprocidade – mais ou menos.

O desconforto é visível

Edward está sempre procurando a Bella, mas pra dizer “não me procure”. Puxa papo várias vezes, mas só pra falar “não converse comigo”. Cai de amores pela moça, mas o recado é “não se apaixone por mim”. Essa dicotomia de “não me ame pois já te amo demais”, unida à metáfora da criatura da noite que vive de dia e de como os homens demoram pra amadurecer (Edward tem mais de cem anos e ainda não conseguiu sair do ensino médio) fica ainda mais emocionante quando a gente lembra que, uma hora, o vampiro vai ter que se alimentar…

Tá bom, não vamos dizer que não existe motivo NENHUM pra ver esse filme.

Mas Edward é um vampiro vegetariano! Ou melhor dizendo, Edward é burro demais, porque planta não tem sangue. Ele e sua família aprenderam a sobreviver se alimentando do sangue de animais (vegetariano paca raio, hein?), o que é um alento à maldição daqueles que foram condenados a viver eternamente jovens, ricos e bonitos. Não sei ONDE isso é maldição, mas ok.

Pensando melhor…

Pegue seu crucifico, alho e água benta, ou melhor, álcool em gel, e assista Crepúsculo clicando aqui!

Ou mantenha a SUA dignidade intacta e volte amanhã para outra dica!
Avalie a matéria

Raul Kuk o Mago Supremo

Raul Kuk - o Mago Supremo. Pai de uma Khaleesi, tutor de uma bruxa em corpo de gata.