Bebê Yoda – Episódios 4 e 5 da Segunda Temporada!

Bebê Yoda – Episódios 4 e 5 da Segunda Temporada: Um dos pontos mais importantes de The Mandalorian até agora tem sido justamente ajudar a expandir o Universo Star Wars, apresentando novos conceitos e personagens – mas seu maior trunfo tem sido explorar o que já foi feito de uma maneira criativa e totalmente instigante! E foi justamente isso que vimos nos episódios 4 e 5 da segunda temporada!

Leia, Luke e Han

O quarto episódio da segunda temporada, “O Cerco”, serve como uma ponte para o quinto, “A Jedi” – onde finalmente nosso mandaloriano preferido encontra a jedi Ahsoka Tano. Tano apareceu anteriormente nas séries de animação Clone Wars e Star Wars: Rebels – criadas por Dave Filoni, um dos produtores de The Mandalorian! Isso deixa os fãs tranquilos não só com relação à forma como a aprendiz de Anakin Skywalker seria retratada, mas também com relação ao senso de coesão com… Bom, basicamente com tudo que já foi feito em Star Wars!

O Cerco

Um episódio que serviu para mostrar toda a fofura do protagonista moral da saga: o Bebê Yoda. Tantas cenas com ele me deixaram bem preocupado, porque parecia que estavam preparando o terreno pra uma despedida bem dramática.

Após o encontro com Bo-Katan (mais reminiscências do Universo Expandido da saga), o mandaloriano Din Djarin – e seu companion Bebê Yoda – partem rumo à cidade de Calodan, no planeta florestal Corvus. Eles precisam encontrar a jedi Ahsoka Tano – mas sua nave, a Razor Crest, está danificada demais pra uma viagem tão longa. Eles resolvem fazer uma parada em Navarro, onde tudo começou, e encontram o lugar bem diferente.

“Hmmm… Bolacha!”

Greef Karga e Cara Dune (a xerife do local agora) aproveitam pra pedir ajuda a Mando enquanto a nave passa por reparos. A missão? Derrubar uma base imperial que deve estar abandonada. Spoilers: não está. Não fica muito claro para os três aventureiros o que está sendo feito nessa base, mas de uma coisa eles têm certeza: essa operação coloca o Bebê Yoda em risco! O que quer que estejam fazendo, depende de extrair mais sangue da simpática criaturinha, devido a sua alta contagem de midchlorians!

Alheio a tudo isso, o Bebê Yoda está em uma escola infantil, usando a Força pra roubar trakinas.

Mando precisa levar o Bebê Yoda pro mais longe possível dessa base, dos experimentos, de Moff Gideon – enfim, de tudo que tenha relação com o Império. Com “bebê a bordo” da nave restaurada, temos uma das melhores cenas da série: a Razor Crest derruba Tie Fighters imperiais, com o Bebê vibrando a cada manobra, a cada disparo – e vomitando depois de uma série de acrobacias.

“Urrú!”

Eles partem – sem saber que um dispositivo de rastreio foi plantado na Razor Crest. Moff Gideon precisa do sangue do Bebê Yoda e vai fazer qualquer coisa para conseguir. Seus objetivos? Só podemos especular: ele pode estar tentando criar um exército de clones sensitivos à Força, pode estar planejando inocular o sangue em si mesmo, ou pode estar tentando clonar a figura morta mais importante do Império: Sheev Palpatine.

Darth Sidious.

O Imperador!

Kekekekekeke

O episódio, dirigido pelo próprio Greef Karga (Carl Weathers, o Apollo Creed em pessoa), favoreceu bastante o Bebê – ele tentando ajudar a consertar a nave é um momento sensacional – mas também há muita sutileza em mostrar como a relação pai-e-filho entre ele e Mando se estreitou. Novamente, o tipo de coisa que parece estar nos preparando para uma triste despedida.

A Jedi

Com Dave Filoni escrevendo e dirigindo o episódio, finalmente encontramos a jedi Ahsoka Tano, trazida à vida de maneira espetacular por Rosario Dawson. O episódio já começa mostrando sua habilidade em ação, com dois sabres de luz brancos. Ela está buscando uma informação muito específica numa cidadela controlada pela Magistrada Elsbeth – que está disposta a matar quantas pessoas forem necessárias para lhe negar essa informação!

Live e com muita action!

O problema é que, ao chegar a essa cidadela, Mando já recebe a proposta de caçar e matar a jedi! Ele não deixa claro se aceitou ou não – simplesmente parte em busca dela pra que o Bebê Yoda possa ser treinado dentro dos princípios da Ordem Jedi, que é o seu lugar.

Ela resolve se conectar, por intermédio da Força, ao Bebê Yoda – é quando finalmente descobrimos seu nome: Grogu! Ele era um jovem padawan no Templo Jedi em Coruscant, tendo sido treinado por muitos mestres – até, possivelmente, ter visto o massacre promovido por Anakin Skywalker! Felizmente, ele foi salvo e mantido seguro, mas suas memórias sobre esse período são confusas.

“Não é a mamãe!”

Ela convence Mando a ajudá-la a derrubar a tirana Magistrada – em troca, vai treinar o Bebê Yoda. Enquanto Mando dá cobertura, Tano finalmente tem a chance de interrogar a Magistrada em busca da informação que tanto precisa: o paradeiro do Almirante Thrawn!

Essa surpreendente adição ao lore de Star Wars não foi a única surpresa do episódio: Tano não cumpre com a palavra, se recusando a treinar o Bebê Yoda! A cena em que Mando o prepara para deixá-lo com Tano é lenta, mais ou menos como a gente faz quando está adiando algo que precisa fazer – mas não quer. Ele sequer discute quando ela diz que não vai cumprir com o combinado: a ligação pai-e-filho entre os dois é forte demais para ser cortada e é o Bebê que deve escolher seu destino. Para isso, Mando deve levá-lo às ruínas do Templo Jedi em Coruscant.

“Se eu cuidar desse bebê, jamais terei um spinoff só pra mim.”

O episódio apelou aos sentimentos dos fãs de Star Wars como somente o “Episódio VII – o Despertar da Força” tinha feito, ao reintroduzir Han Solo, Leia e Luke Skywalker para uma nova geração. A grande vantagem aqui é termos Jon Favreau conduzindo toda a trama desde o começo – e sabendo para onde vai – e não simplesmente jogando os personagens na tela. Há um universo gigantesco, com eventos épicos se desenrolando ao redor do Mandaloriano, e isso não é ignorado.

O ponto alto: cada vez que Djarin diz o nome do bebê, ele reage com uma alegria e vivacidade que tornam a relação entre eles ainda mais emocionante. Dá medo de pensar como a trajetória deles pode terminar. Ainda não fazemos ideia do que o futuro reserva: o nome Thrawn não parece ter sido jogado simplesmente pelo puro fanservice. Se o veremos novamente em Mandalorian ou numa série completamente nova, ainda precisamos aguardar pra descobrir.

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Um dos grandes vilões de Star Wars!
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Raul Kuk o Mago Supremo

Raul Kuk - o Mago Supremo. Pai de uma Khaleesi, tutor de uma bruxa em corpo de gata.