A Patrulha do Destino voltou! Saiba como começou a Segunda Temporada!

É isso mesmo, popnauta! A Patrulha do Destino, um dos grupos mais bizarros dos quadrinhos – em uma das séries mais estranhas já produzidas – voltou! A segunda temporada estreou quinta-feira, 25 de junho, e está simplesmente fantástica!

O HBO Max liberou os três primeiros episódios da nova temporada, e foram uma agradável supresa: mais contidos, muito bem estruturados e com atuações espetaculares! A cada episódio sabemos mais um pouco da vida dos patrulheiros, com detalhes de seus passados que não tinham sido mostrados até então.

Um epílogo do passado

O primeiro episódio começa de onde a (temporada) anterior parou: Rita, Cliff, Jane, Vic e até mesmo Danny the Street ainda estão miniaturizados – e muito putos por estarem na mesma condição que o Chefe e sua filha, Dorothy. Larry vem tentando fazê-los voltar ao normal com uma série de experimentos, enquanto tenta garantir que eles não morram de fome – ou matem uns aos outros! Jane e Cliff se dão bem com suas respectivas neuras, e Vic vem ajudando Rita a controlar seus poderes, mas o problema é com relação a Caulder e sua filha. Clima tenso entre os brothers, amigo popnauta! A verdade sobre o Niles Caulder – e como ele manipulou o grupo com experimentos – ainda não foi bem digerida!

Paralelo a isso, vemos o passado de Dorothy, presa como atração de um circo de aberrações em 1927. Ela sofre uma série de maus tratos, e faz demonstração de seus poderes, que incluem invocar uma criatura aterradora, para divertir o público. Mas algo dá errado – e Niles Caulder é a única testemunha de um sangrento massacre!

O pai da criança

Para finalmente voltar ao tamanho normal, Caulder faz um acordo com o Constantine genérico Willoughby Kipling: o ocultista usará seus conhecimentos para ajudar, em troca de algo muito importante e caro a Caulder. Se vai valer a pena pagar esse preço, nós ainda vamos descobrir. E Cyborg vai embora.

Os pecados do Chefe

No segundo episódio, Caulder revela a Cliff que abriu mão do talismã que garante sua imortalidade para que a Patrulha do Destino voltasse ao tamanho normal. Apesar do gesto altruísta e abnegado, Cliff está bem puto com o Chefe e quer saber mais sobre o acidente que destruiu seu corpo. Existe uma substância chamada Continuinium que pode controlar o tempo, e Rita acha que isso pode ajudar Caulder a se manter vivo – para conseguí-la, eles precisam ir até a dimensão do Doutor Jonathan Thempo.

A coisa fica muito divertida aqui, com Rita, Cliff e Jane na dimensão do Doutor Thempo, tentando arrancar seu elmo pra conseguir o Continuinium – o problema é que aquilo não é um elmo. É a cabeça dele!

Maior vilão

Vic começa a fazer terapia em grupo e Larry vai ao funeral de seu filho Gary. Há momentos muito tocantes da vida de Larry e de como foi seu relacionamento com o filho – mas quando ele volta pra casa, é capturado da maneira mais inusitada possível!

A morte vermelha

Esse episódio foi uma das coisas mais supreendentes da Patrulha do Destino. Seja por sua premissa, que parece que vai render pano pra vários episódios, ser resolvida em seus 48 minutos, como pelo seu roteiro, que não economiza nas bizarrices costumeiras.

Tudo começa quando um jovem Niles Caulder testemunha o assassinato de uma mulher por Red Jack – um criatura interdimensional que se alimenta da dor de suas vítimas. Na nossa realidade, ele é conhecido como Jack o Estripador! Isso mesmo, estamos em 1888 e descobrimos quem realmente era o infame estripador de White Chapel e porque ele matava! Pior ainda: ele tem contas a acertar com Caulder!

Uma das bizarrices da série

Foi Red Jack que capturou Larry e ele quer fazer um acordo com o Chefe em troca do Homem-Negativo. Um acordo que ele não pode cumprir!

Longe dali, Cliff e Jane vão à casa da filha do Homem-Robô, mas é claro que as coisas não saem como esperado: nem para Cliff, que não é aceito por Clara, e nem para Jane, que é “julgada” pelas suas outras personalidades.

O Veredicto

A exemplo de Legion, série do canal FX focada no filho do Professor Xavier, Patrulha do Destino assume muitos riscos ao explorar territórios que não são habituais no gênero super-heróis. Ou seja, ela se mantém extremamente fiel ao material original criado por Arnold Drake, Bob Haney e Bruno Premiani em 1963 – e revitalizado por Grant Morrison em 1988. Red Jack foi um excelente exemplo de como usar o material original com alguns pedais de distorção e amplificação no máximo.

“Tem fogo aí?”

Nada disso funcionaria, porém, sem as atuações impecáveis de April Bowlby como Rita Farr, a Mulher Elástica, e o sempre brilhante Timothy Dalton no papel de Niles Caulder, o Chefe. Aliás, ver Dalton proeminente nos três primeiros episódios foi uma grata supresa: ele é creditado como uma participação especial e fiquei com medo de que ele não aparecesse muito, a exemplo da primeira temporada, em que ele não está em todos os episódios. Felizmente, seu talento é bem explorado. O cara é um monstro! Quem também se sai muito bem é Diane Guerrero como Jane Maluca, que precisa dar voz a suas diferentes personalidades. O Cyborg de Joivan Wade ainda não mostrou a que veio, mas longe da mansão é capaz que seu personagem cresça em importância – e sua atuação se destaque mais. Claro, ouvir as vozes de Matt Bomer e, principalmente, Brendan Fraser sempre é muito bom.

E ainda por cima sabe desenhar.

Não tenho dúvidas de que Doom Patrol é uma das grandes joias da mitologia do Universo DC, mas vê-la tão bem cuidada em sua própria série tem sido uma grata surpresa. Não é o tipo de série pra “quebrar a internet”: ela é mais contida, um pequeno nicho dentro do Universo DC, com uma linguagem própria e desafios narrativos próprios. O que é muito legal é saber que isso dá mais liberdade pra lidar com suas histórias – amparados por esse elenco, só posso imaginar a Patrulha do Destino engatando uma terceira temporada de muita ação, dorgas, dedo do Cliff e pesadelos psicodélicos. É disso que bons gibis são feitos.

Agora fique com esse teaser do próximo episódio:

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Raul Kuk o Mago Supremo

Raul Kuk - o Mago Supremo. Pai de uma Khaleesi, tutor de uma bruxa em corpo de gata.